Oito a cada dez jovens de 18 a 24 anos estão fora das universidades em Minas, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os números lançam um alerta, vez que essa é a idade referência para a entrada no mercado de trabalho. Porém, no Estado, 11,2% da população está desempregada, sendo um terço dessa faixa etária.

Sem diploma em um curso superior, quem busca uma vaga acaba “invisível” para o empregador, que procura um profissional cada vez mais capacitado, garantem especialistas.

“O mercado de trabalho está cada vez mais concorrido e também é difícil encontrar uma boa vaga de emprego. Se a pessoa não possuir uma qualificação, fica ainda mais difícil. Além da graduação, é importante continuar se qualificando com a pós-graduação, mestrado, etc. Assim, as chances de conseguir um emprego são mais fáceis”, afirma Paulo de Tarso Ramos, coordenador do Núcleo de Avaliação, Qualidade e Estratégia (Naque) das Faculdades Funorte.

A graduação sempre será apontada como um facilitador para a contratação. Atualmente, em um cenário de orçamento apertado para muitas famílias, os estudantes contam com alternativas para obter subsídios na hora de entrar em uma faculdade e aprimorar o conhecimento.

“Programas de bolsas das próprias universidades ou de financiamento do governo, como ProUni (Programa Universidade para Todo) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) são opções. É preciso ficar atento, principalmente no início dos semestres, quando as inscrições são abertas”, orienta Thiago Kuta, especialista em gestão de pessoas e consultor de duas das maiores agências de recrutamento do Brasil.

Vanessa Rodrigues forma-se em Direito no fim deste mês e já foi contratada por uma multinacional. “A graduação fez toda a diferença na minha entrada no mercado de trabalho e também na consolidação da minha carreira. A expectativa é de crescimento a cada dia”.  

PORTAS ABERTAS
Uma vez matriculado no ensino superior, o aluno tem oportunidades ampliadas. É o que já sabe Guilherme Lacerda, que cursa Fisioterapia nas Faculdades Funorte pelo plano “Tudo pela Educação”, financiamento interno da instituição.

“O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo, por isso, acredito que a graduação é um salto na carreira. O curso nos dá oportunidade, ampliando nossos horizontes, possibilitando a atuação em várias áreas após a formação”, reforça a estudante de Engenharia Civil nas Faculdades Kennedy, em Belo Horizonte, Bruna Luiza Alves Marcos, de 22 anos. Ela estuda por meio de uma bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni).

Alunos que não foram pré-selecionados na chamada regular do Fies podem, até 23 de agosto, ser contemplados com o financiamento. Esses candidatos foram inscritos automaticamente na lista de espera, que tem como objetivo preencher as vagas não ocupadas.

No entanto, para não perder a chance, é preciso acompanhar o site fies.mec.gov.br. A convocação será feita pela plataforma on-line e, caso o aluno seja pré-selecionado, terá que complementar a inscrição em até três dias úteis. A relação vale apenas para quem optou pela modalidade juro zero.

Para conferir o financiamento oferecido pela Funorte, consulte o site da instituição de ensino em http://funorte.edu.br/ ou ligue para (38) 2101-9292.
Com Agência Brasil

SAIBA MAIS
FIES

O Fies é ofertado por meio de duas modalidades. A de financiamento com juro zero é voltada a candidatos com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos. Nessa opção, a segunda edição do programa em 2019 oferece 46,6 mil vagas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo o país. Já a P-Fies destina-se a estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até cinco salários mínimos, mas não tem lista de espera. Para concorrer ao financiamento, é preciso ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tirado nota igual ou maior que 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.
 
PROUNI
Podem participar do Programa Universidade para Todos (ProUni) quem não tem diploma de nível superior e fez o Enem 2018, além de ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou como bolsista em colégio particular. São concedidas bolsas integrais (para estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo) e parciais (renda familiar bruta per capita de até três salários mínimos). Ao todo,
serão ofertadas para o segundo semestre
deste ano 169.226 vagas em instituições particulares de ensino superior.