Todos os trabalhadores da educação em Minas, das redes pública e privada, serão vacinados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em até 20 dias. Pelo menos é o que estima o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti. Segundo o chefe da pasta, também em junho, gestantes e puérperas começam a receber a proteção contra o vírus, o que possibilitaria voltar com a imunização por idade – como ocorreu com os idosos. 

Alguns municípios já iniciaram a vacinação dos docentes. Em Montes Claros, as aulas presenciais retornaram por dois dias, mas acabaram sendo suspensas, pela baixa adesão de alunos. A prefeitura publicou, na quarta-feira, decreto que estabelece uma escala de imunização dos servidores da área, começando por aqueles que trabalham na educação infantil. 

No entanto, o decreto não define data para abertura desse processo de proteção da categoria. A Prefeitura de Montes Claros informou que isso será feito após a imunização do público com comorbidades.

“Não adianta vacinarmos apenas o professor. Tem que ser vacinado todo trabalhador de ensino que está nas escolas”, afirmou o secretário de Estado de Saúde.

Ao mesmo tempo, com a chegada de novo lote de CoronaVac previsto para o início do próximo mês, a imunização das grávidas deve prosseguir no território mineiro. Atualmente, após a distribuição de unidades da Pfizer, 47 municípios já estão protegendo gestantes e puérperas. 

“Conseguiremos vacinar todas as gestantes do Estado, em qualquer um dos 853 municípios. Parte delas já está sendo vacinada. O restante será imunizado, provavelmente, na primeira quinzena de junho, com a CoronaVac”, disse Baccheretti.
 
Alerta
Diante do risco de uma terceira onda da Covid no Brasil, o governo de Minas está preocupado com a situação das terapias intensivas. Nove das 14 macror-regiões de saúde estão com mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI destinados ao tratamento da doença.

Conforme Fábio Baccheretti, o sistema de saúde mineiro está no limite. Só nesta quarta (26), mais de 11 mil pessoas testaram positivo para o novo coronavírus. “Não tivemos aquele intervalo longo entre a onda que passamos há pouco tempo e este momento de aumento de casos. Então, ainda não deu tempo de recuperarmos os estoques do kit de intubação, reduzidos com a ocupação dos leitos hospitalares”, revelou.