Sem poder aglomerar não tem festa junina, certo? Errado! Pelo menos quando a organização fica por conta do Colégio Ímpar, Escola de Criança, em Montes Claros. A instituição de ensino realiza, desde ontem, o “Arraiá Virtual” dando espaço para a valorização da cultura popular caipira e do homem do campo.

Cada um de sua casa, todos a caráter, fazem a festa acontecer. “As comemorações acontecem em dois formatos: presencial, durante os horários de aula, para as crianças que se encontram nessa modalidade, e on-line com o Arraiá Virtual”, diz a diretora pedagógica da escola, Fernanda Castilho.

Todo o evento segue os protocolos vigentes na pandemia do novo coronavírus, sem público externo. Segundo a diretora, todas as doações serão destinadas à comunidade, focando na interação das famílias em suas casas, mas com muita diversão.

“Este ano toda a família poderá preparar, juntos em casa, seu cantinho festivo com comidas típicas, enfeite junino e animação. Teremos o correio elegante, momento de externar nosso carinho e gratidão a equipe, colegas e familiares”, conta.
 
CONVIDADOS
Dentre as atrações, foi convidado o grupo de adolescentes do projeto social Jabs – Jovens e Adultos em Busca de Superação. Neste ano, o projeto, coordenado por Josimeire da Silva Freitas Lopes, celebra oito anos e conta com mais de 100 alunos cadastrados.

Eles fazem aulas de violão, flauta doce, escaleta, xadrez, teclado e bateria, balé e coreografia. Além disso, participam de oficinas de artesanato e roda de conversas com psicólogo. Todas as ações do projeto contam ainda com a atuação de Jhonatas Rafael, vice-coordenador, e Michael Stephan.

Para Josimeire, essa oportunidade de integração é muito importante para todo o grupo, que vai poder apresentar o que aprendem no projeto, o que acaba por fortalecer a autoestima dos integrantes.

“Estamos preparando três números musicais com os alunos tocando flauta doce, escaleta, violão e cavaquinho”, afirma.

Segundo Fernanda Castilho, dentro da proposta pedagógica, um dos objetivos do evento é proporcionar aos alunos conhecer e respeitar as culturas diversas e, em especial nesse momento, valorizar o homem do campo e a cultura caipira.

Ao longo do mês, professores abordaram a temática nas aulas híbridas, trazendo reflexões e conhecimento.