Economia

Montes-clarenses esperam pela redução no preço do gás com expectativa e desconfiança

Leonardo Queiroz e Márcia Vieira
Repórteres
14/09/2022 às 11:09.
Atualizado em 14/09/2022 às 11:13
“Até agora, só a notícia. No bolso do consumidor, nada”, diz Tatiane Assunção, dona de um restaurante (Leonardo Queiroz)

“Até agora, só a notícia. No bolso do consumidor, nada”, diz Tatiane Assunção, dona de um restaurante (Leonardo Queiroz)

A Petrobras anunciou, na terça-feira (13), redução do valor do gás de cozinha em 4,7% . Com o reajuste,o botijão deverá ser repassado às distribuidoras por R$ 4,03 o quilo – o valor praticado pela estatal era de R$ 4,23. 

A notícia foi recebida com expectativa e desconfiança por Tatiane Assunção, proprietária do Restaurante Tempero Mineiro, que fornece almoço diário. Por enquanto, ela consegue manter o negócio graças a um acordo com o fornecedor. 

“Pela fidelidade eu consigo um pequeno desconto semanalmente, mas para nós que mexemos com restaurante, seria um alívio essa redução da Petrobras. Eu gasto, em média, um botijão de gás por semana, em torno de cinco ao mês. Então a expectativa é grande e a gente quer que aconteça. Mas até agora só a notícia. No bolso do consumidor, nada. Se fosse aumento, seria no dia seguinte”, comenta Tatiana. 

A cozinheira Hilda Sampaio também não acredita em “ milagre” e pondera que ainda não é momento para se comemorar.

“Mesmo com a redução o valor ainda sairá caro. Tivemos vários aumentos consecutivos e apenas essa leve baixa no preço. Antes tínhamos o botijão cheio e o reserva, agora somente o que é usado no fogão. Não é apenas o preço do gás, mas há toda uma lista de necessidades mensais dentro de uma casa. Hoje temos que ser criativos e organizados para manter as prioridades”, relataconta Hilda.

E na fornecedora?

A desconfiança das consumidoras faz sentido, pois a redução não teve efeito, de acordo com E.R. , funcionária de uma fornecedora de gás. 

“Ficou tudo muito bagunçado, pois há cerca de três dias as distribuidoras fizeram um reajuste maior do que este desconto proposto pela Petrobrás. Ou seja, não fica nem elas por elas. Significa que estamos no prejuízo, pois não conseguimos passar o reajuste ao consumidor e ele não vai entender essa situação. Antes não tivessem anunciado nada”. 

Nataly Figueiredo, gerente de uma empresa que trabalha em sistema ininterrupto de fornecimento de gás, explica que está fazendo malabarismo para não sobrecarregar o consumidor. 

“Todo mês de setembro as distribuidoras fazem reajuste. Nós recebemos a nota com valor reajustado para cima, mais de R$,4,50 reais. Seguramos o preço para não repassar isso aos nossos clientes. Agora veio o anúncio da Petrobras. Feitos os cálculos, o botijão que custa R$ 132 deve passar para R$ 137 reais, disse. Na prática, essa redução não acontece”, afirma.

“Mesmo com a redução o valor do gás ainda sairá caro”, avalia a cozinheira Hilda Sampaio, que diz usar criatividade e ser organizada para dar conta de arcar com todas as despesas de casa (Leonardo Queiroz)

“Mesmo com a redução o valor do gás ainda sairá caro”, avalia a cozinheira Hilda Sampaio, que diz usar criatividade e ser organizada para dar conta de arcar com todas as despesas de casa (Leonardo Queiroz)

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