Abril deve começar com remédio 10,89% mais caro

Sindicato da Indústria Farmacêutica diz que índice já foi aprovado e valerá a partir de amanhã

Larissa Durães
31/03/2022 às 00:53.
Atualizado em 31/03/2022 às 10:02
Optar por medicamentos genéricos ou similares pode ajudar a economizar (Larissa Durães)

Optar por medicamentos genéricos ou similares pode ajudar a economizar (Larissa Durães)

Poderia ser uma “pegadinha” para o dia da mentira, mas segundo o Sindicato dos Produtos da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma) o reajuste de 10,89% no preço dos remédios, a partir de 1.º de abril, já está certo. A autorização para aplicação do índice, inclusive, já teria sido dada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

O aumento deve acompanhar os índices inflacionários. O cálculo para os preços de medicamentos é feito anualmente pela Câmara de Regulamentação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Segundo dados do IBGE, os valores de alimentos (23,15%) e transportes (22,28%) subiram bem mais do que os remédios nos dois últimos anos. Em 2021, as medicações sofreram elevação abaixo da inflação: 6,17%, ante os 10,06% acumulados pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

A aposentada Vandermaria Oliveira Soares, de 48 anos, está preocupada com a possibilidade de reajuste, pois recebe cerca de R$ 1 mil de aposentadoria. “Tomo muito remédio: após um AVC que tive, por pressão alta, por falta de cálcio, porque tenho problema nos ossos, e por causa de veias nas pernas. Sem o reajuste, tem vez que nem dá pra comprar, imagina agora”, diz. “Já tem as contas de água, de luz, o gás, a comida... como a gente vai viver?”, questiona. 

Vandermaria diz que consegue alguns remédios no posto de saúde. “Mas outros tenho que comprar, tá difícil. O cálcio mesmo, tem quase um ano que não recebo no posto de saúde e tenho que comprar, está em R$ 18 a R$ 20”, lamenta. 

Uma alternativa para conseguir gastar menos com remédios é fazer cadastros em programas governamentais que distribuem remédios de graça ou os vendem subsidiados, como o Farmácia Popular, do governo federal.

Em Montes Claros, em alguns bairros onde há Programa Saúde da Família (PSF), como Maracanã, Independência, São Judas, Esplanada e Major Prates, alguns remédios são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mediante apresentação de receita. A medicação é entregue na própria unidade em que a pessoa foi atendida ou é cadastrada.

Como economizar na compra de medicamentos
- Pesquise preços: pesquise em várias farmácias, porque os preços variam muito, e algumas drogarias cobrem os valores da concorrência

- Avalie genéricos e similares: na grande maioria das vezes, são mais em conta. Importante: quando o médico fizer a prescrição, solicite que informe o princípio ativo em vez da marca.

- Programa Farmácia Popular: muitas farmácias participam do programa público, que oferece medicamentos gratuitos de hipertensão, diabetes ou asma para pessoas com receita médica. O programa também concede descontos de até 90%. 


 

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