O artista Sérgio Ferreira, de 63 anos, é a atração deste domingo na “Cultive.com”, série on-line idealizada e produzida por Berenice Chaves. Multifacetado, Sérgio é escultor, pintor, compositor, designer de móveis e paisagista. Para o artista, que participa pela segunda vez do projeto, o convite chega em boa hora.

“Acredito termos, Berenice e eu, afinidades de ideias, e juntando-se a isto o fato de eu ter participado, com bastante êxito, na primeira edição do projeto Cultive: Arte Coletiva, em 2019, tudo isto contribuiu para que acontecesse um novo convite. E assim, de fato, aconteceu”.

O projeto estreou em setembro, via YouTube, e vem apresentando música, dança, artes plásticas e literatura. 

É com Sérgio Ferreira nosso bate-papo de hoje.
 
Como a pandemia interferiu em seus trabalhos?
Coincidências ou não, há muito tempo eu não trabalhava tanto! Tenho a impressão que a tal “clausura” forçada fez com que as pessoas se voltassem com intensa sensibilidade e mais atenção aos seus lares, famílias, pessoas, dentre outros. E isso acabou gerando uma busca por elementos condizentes à condição de confinamento, como é o caso das obras de arte.
 
Conte-nos sobre suas exposições ou trabalhos artísticos mais recentes.
Há algum tempo não tenho mais foco em exposições, que entendo que acontecem, muitas vezes, por razões de lançamento de um novo artista ou exposições em caráter de “mostras”. Entretanto, por um terceiro motivo montamos, Berenice Chaves e eu, uma exposição individual minha, no sentido de buscar um enriquecimento do evento em questão.
 
Como surgiu o álbum CinemaShow?
O álbum “CinemaShow” surgiu em Brasília, na Casa da Coca-Cola Internacional, onde fui convidado por Jacke Correia para transformar minha arte Duble Face (pintura e músicas autorais) num brinde de fim de ano e que seria oferecido aos seus clientes vips, no Brasil e em Atlanta, sede da empresa.
 
Você tem feito novas composições. Pretende registrá-las em novo álbum musical?
Tenho composto relativamente pouco, até porque o mercado tem assimilado, atualmente, outro tipo de música. Infelizmente, o espaço para um trabalho mais elaborado tem sido preferido pelo grande público mas, ainda assim, às vezes me aventuro por novas composições, como é o caso de “O Bento”, uma das minhas músicas mais recentes. Registrar uma composição musical deveria ser uma obrigação imediata do compositor, mas confesso ser um pouco relapso, nesse sentido...
 
O que você espera desse projeto on-line?
É o que temos à mão nesse momento. São as novas ferramentas de trabalho e, como tal, conto com a não efemeridade dessa condição, no sentido de que, cada vez, e mais e mais, as pessoas adquiram o hábito de acompanhar essa nova forma de comunicação. 
 
Quais são seus projetos daqui pra frente?
Sou completamente adepto de um grande escritor, Eckhart Tolle, que propõe, veementemente, que vivamos o AGORA e isso compreende trabalhar, se especificar, se reinventar, mas dentro do tempo presente.