Sábado é dia de homenagear aquelas pessoas que se dedicam às palavras e têm a grande habilidade de entreter os leitores, tecendo histórias. Para celebrar o Dia do Escritor, comemorado neste sábado, 25 de julho, O NORTE conversou com autores montes-clarenses. Conheça e leia a obra de cada um deles. Ou releia, caso já conheça. Afinal, livro bom nunca é demais!
Parabéns, a todas no seu dia!

Neste sábado celebra-se o Dia do Escritor; prestigie, lendo bons livros

‘Se me tirassem o papel e a escrita, eu ficaria sem voz’ , Ivana Ferrante Rebello e Almeida
“Nasci escritora, porque desde que aprendi a ler e a escrever sempre estive com lápis e papel na mão. Anoto e registro tudo, porque a escrita é minha interligação com o outro. Ser escritor é comprometer-se, de forma ética e estética, com a humanidade. Por meio do registro escrito, memórias são resgatadas, histórias são contadas, caminhos de comunicação são abertos. A ficção nos devolve o poder mágico da representação dos sentimentos, mesmo os mais secretos; a capacidade do sonho e da abstração, essenciais a todo ser humano. A centelha de criação, presente em toda forma de expressão artística, também nos reaproxima do divino. Criar, escrever, é restabelecer um pacto com a sociedade, pois o escritor confere forma aos fatos e aos gestos. Tenho cinco livros publicados e participo de inúmeras coletâneas com contos e contos e poemas. Há dois livros que devem ser publicados em breve. Se me tirassem o papel e a escrita, eu ficaria sem voz”. 

‘Foi pela escrita que eu descobri as mais diversas versões de mim mesma’, Bibi Ribeiro 
“Escrever nada mais é que o ato de expressar-se por meio de palavras. É a possibilidade de criar mundos e viajar sem sair do lugar. É tornar real o que antes não existia e fazer parte do inventado. Quem escreve tem a coragem de entregar parte de si mesmo a tantas outras pessoas, alimentando sonhos, acolhendo e dividindo os medos e sentimentos e compartilhando com todos o que havia guardado dentro de si. Foi através da literatura que eu me aventurei pelas mais diferentes jornadas, histórias de outras pessoas que, ao ler, se tornaram minhas também. Vidas que passaram a fazer parte da minha. E foi pela escrita que eu descobri as mais diversas versões de mim mesma, a ferramenta que encontrei para lidar com meus medos, desejos e sonhos e o lugar mais seguro onde posso, com facilidade, ser eu mesma. No final, escrever é apenas ser você mesmo. E, como disse José Saramago, “somos todos escritores, só que uns escrevem, outros não”.

‘Nunca me imaginei escritora, mas hoje não consigo pensar em minha vida sem a escrita', Nannah Andrade
“Escrever para mim se tornou algo vital como respirar. Pensar personagens, cenários, histórias, romances, encontros e desfechos são sem sombra de dúvidas meu momento favorito. Saber que estou mexendo com a imaginação de outras pessoas que leem meus livros me enche de amor e motivação, e imaginar que talvez eu esteja despertando escritores como eu fui despertada me deixa ainda mais realizada. Há uma frase de Virgínia Wolf que gosto muito: “Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial”. Neste Dia do Escritor, aproveito para parabenizar todos os meus colegas de profissão, escritores maravilhosos que inundam o mundo com histórias e poemas. Parabenizo minhas colegas confreiras da Academia Feminina de Letras de Montes Claros, de onde orgulhosamente faço parte e onde fui acolhida com carinho e um amor imenso. Parabenizo também as escritoras em quem me inspiro, artistas incríveis que me encantam com suas palavras e abraço de coração todos os que, através da leitura dos meus livros, me motivaram a me tornar a escritora que hoje sou”.

‘A escrita me faz muito bem, assim como a leitura’, Terezinha Campos
“O Dia do Escritor é uma data magna! ‘Os escritores somos responsáveis pela criação de universos imaginários. As palavras são os instrumentos que permitem que os vários gêneros literários carreguem histórias e encantem os leitores’. Eu amo ler e sou apaixonada pela escrita. Quando entro nesse domínio intelectual da escrita saio de mim mesma e, no universo das letras, vou formando palavras, e frases, e parágrafos para de repente já me encontrar com o texto. O ler nos conduz ao escrever. A escrita me faz muito bem assim como a leitura. Quando produzo um texto, entro para um mundo, onde experencio suavidade de espírito, a paz me inunda a alma e eu me sinto vivificada e o sentimento que me toma é de tranquilidade e de renovação, já não sou igual. Esse livro foi uma realização pessoal de tamanha satisfação, que alcançou e encantou o leitor, que se fez agradecido”.

‘Quando escrevo, deixo o coração falar’, Glorinha Mameluque
“Sou uma simples e modesta escritora. Gosto de escrever crônicas do cotidiano e resgatar memórias, muitas vezes esquecidas, numa linguagem acessível, sem palavras rebuscadas. Quando escrevo, deixo o coração falar. Escrever para mim sempre foi um prazer, até mesmo uma paixão, sem nenhum outro objetivo, senão o amor pelo que escrevo. Tenho 22 livros publicados, artigos e crônicas em jornais e coletâneas, inclusive internacionais”.

‘Montes Claros, reconhecida nacionalmente pela verve e competência que brotam de suas letras’, Felicidade Patrocínio
“Eu diria metaforicamente, sem medo de errar, que a Literatura se faz portas e janelas para o ser humano. Nas janelas, os escritores e poetas extraindo e libertando dos seus interiores, em todas as suas possibilidades, seus anseios, conhecimentos, imaginação, sentimentos, mostrando aos outros e ao mundo como somos na nossa unicidade e dividindo fraternalmente suas conquistas intelectuais. E pelas portas largas entrariam os leitores num processo de captação mais consciente e bela de mundos e do mundo.

Já foi dito que a arte salva, o grande filósofo Nietzsche refletiu que a arte existe para embelezar a vida, e a Literatura, todos sabemos, é uma grande arte. Verdades estas que nos reportam ao que disse santo Agostinho, que “a arte é um caminho para Deus”. É acreditando nestas premissas que, além de fazer outras artes na área de expressões plásticas, gosto muito de escrever e ler, o que faço sempre que possível, valorizando de maneira amorosa aqueles que se deram ao trabalho de deixar registrado em livros, através dos reflexos de uma singular beleza, os vestígios do seu e de outros seres. Por isto, em meus textos, gosto muito de registrar e dar a conhecer pessoalidades que encontro pelo caminho da minha vida e que neste encontro e passagem deixaram um rastro de luz. 

Aproveito as comemorações da data para cumprimentar os escritores de todos os tempos e lugares, de maneira especial os da minha cidade de Montes Claros, tão rica e reconhecida nacionalmente pela verve e competência que brotam de suas letras”.

'O poder da escrita', Esdras Borges Neves, estudante do Ensino Médio
A escrita tem um poder muito forte porque nela se retratam nossas palavras, sentimentos ou pensamentos. Na escrita podemos demonstrar melhor o que pensamos, sentimos ou falamos.

Quando um escritor escreve ele faz duas coisas ao mesmo tempo: ele pensa no que escreve, e ao mesmo tempo ele procura caprichar na letra para melhor compreensão do leitor.

A escrita faz com o leitor reflita mais sobre suas palavras, sentimentos ou pensamentos. Escrever é bom e traz mais conhecimento. O escritor tem mais facilidade de aprender e, também se o que está escrevendo é correto.

Escrever é viver é aprender é sonhar com as palavras, para que seu sonho se torne realidade.