A música produzida no interior de Minas Gerais ganha espaço de circulação com o projeto Sons de Minas, realizado pelos artistas norte-mineiros Kari, nome artístico de Karen Nascimento, e M_cas. A iniciativa terá apresentações gratuitas em Montes Claros, Serro e Grão Mogol.
A primeira apresentação será em 18 de setembro, no Museu Regional do Norte de Minas, em Montes Claros. No dia 25 de setembro, o projeto chega ao Serro, no Museu Regional Casa Otoni, dentro da programação da Primavera dos Museus. Em 10 de outubro, a circulação termina em Grão Mogol, durante a Feira Gastronômica e Arte no Centro Histórico.
O espetáculo reúne voz, violão, berimbau, pandeiro e tambor, com repertório de músicas autorais e canções da música popular brasileira de domínio público. A apresentação também inclui ritmos da congada mineira e referências à história da diáspora negra. Além dos shows, o projeto oferece uma oficina de elaboração de projetos culturais para artistas e agentes culturais e fará o registro audiovisual das atividades.
Para Kari, a circulação representa uma oportunidade de levar música e ancestralidade a diferentes públicos e, ao mesmo tempo, fortalecer a produção cultural realizada no interior.
“O Sons de Minas parte do desejo de fazer a música circular, mas também de criar diálogos. O interior de Minas possui uma produção artística muito rica e diversa, e ampliar esses encontros é uma forma de fortalecer a cena cultural e fazer com que diferentes públicos tenham acesso a essa produção”, destaca Kari.
Cantora, compositora e produtora cultural, Kari transita pela MPB, ritmos afro-brasileiros e forró. Premiada pelo edital Raízes de Minas, já lançou singles autorais e foi finalista em festivais. Com o Sons de Minas, amplia sua atuação artística e, ao lado de M_cas, desenvolve uma proposta que valoriza a produção negra e norte-mineira.
A circulação também estabelece uma conexão entre o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha, criando oportunidades de encontro entre artistas, públicos e diferentes contextos culturais. A proposta é fortalecer redes, estimular a troca de experiências e evidenciar a diversidade da produção artística realizada fora dos grandes centros.
O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, e do Fundo Estadual de Cultura (FEC), da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG).

