Lego e Playmobil revivem, de certa forma, a disputa entre as editoras de quadrinhos DC Comics e Marvel nos cinemas. O primeiro emplacou um filme atrás do outro, a partir de “Uma Aventura Lego” (2014), enquanto a concorrente da área de brinquedos, também mundialmente conhecida, só agora chega às telonas, com “Playmobil – O Filme”.

Enquanto a Lego, assim como a Marvel, criou o seu “universo expandido”, apostando em vários super-heróis e num humor mais sarcástico, a Playmobil apostou numa mescla de live action com animação computadorizada, voltada para o público até 10 anos, e gastou todo o seu cartucho ao exibir os diversos cenários de uma só vez, dos vikings ao Velho Oeste, passando pelo Império Romano.

A ideia pode ser boa, abrindo a possibilidade de se gerar um grupo de heróis representativos de diversas épocas, mas esta não parece ser a intenção dos produtores.

O foco do primeiro filme está em dois irmãos que são transportados para aquele universo. Uma de suas curiosidades – o fato de os personagens conviverem normalmente, mesmo sendo de tempos distintos – é pouco explicado e explorado.

Não faltam referências a franquias conhecidas, como as do espião britânico James Bond e de “Star Wars”, inseridas num roteiro sem inspiração, que não soube aproveitar o potencial de seus cenários e personagens – diferentemente do que alcançou “Detona Ralph”, com uma proposta similar no mundo dos games – e resultou numa obra que tem poucos momentos mágicos.