Os dias de isolamento foram essenciais para os irmãos Laio e Dandara Marques refletirem sobre o retorno ao cenário musical. A pandemia os fez perceber que suas almas gritavam para voltar aos palcos e cantar o seu canto. 

Além de cantar, Laio Marques Silva, de 30 anos, é professor de História e mestre em Educação. Dandara, de 26, bacharel em Direito e terapeuta holística.

Mas o que mais gostam de fazer é tocar pagode. “Dentro da nossa essência, intitulamos como ‘desconcertante’, por ser fora da curva, não é engessado”, diz Laio, que é vocalista do grupo e toca pandeiro. Dandara também canta e toca cavaquinho. O baterista Elder e o percussionista Madson completam o time.
 
TRAJETÓRIA
Dandara conta que quando criança admirava demais o irmão. “Adorava ver o estilo único do Laio, a ousadia, alegria, me inspirava sempre, queria ser como ele. E a vida nos ligou por uma paixão em comum: a música! Lembro dos churrascos de família batucando nos baldes. A mistura era pura empolgação”, conta. 

A partir daí, começaram a fazer aula de percussão juntos, estudaram no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez (Celf) e tocaram em bandas como percussionistas até montarem a própria: Laio Brown e Dandara. “Por um período, seguimos por caminhos diferentes, um tempo de lapidação interna. Agora, sentimos o chamado interno. A música gritou em nosso peito, e não tivemos para onde correr. O destino nos juntou novamente para mostrar nossa essência ao mundo! Aqui estamos, prontos para entregar nosso melhor”, diz Dandara. 

BANZÉ E ZABELÊ
Laio e Dandara sempre estiveram ligados ao cenário cultural de Montes Claros e são integrantes do Grupo Folclórico Banzé, que nasceu no Celf em 20 de maio de 1968. Foi fundado por Maria José Colares de Araújo Moreira, a Zezé Colares, a saudosa folclorista, professora de história da música e de piano.

Junto aos alunos e tendo o apoio da professora Marina Lorenzo Fernandez, Zezé Colares desenvolveu um trabalho de pesquisa e representação de manifestações populares para ilustrar as aulas teóricas que dava no conservatório. 

Laio é dançarino no grupo desde 2007. Dandara Marques foi integrante do Grupo Zabelê e depois percussionista e dançarina no Banzé durante um tempo também. Além de serem os precursores e organizadores da “Marcha do Orgulho Crespo”, que ocorreu em 2015 e 2016 em Montes Claros.
 
DESAFIOS
Os irmãos montes-clarenses cresceram em um ambiente musical. Os pais os levavam nos famosos pagodes e carnavais que aconteciam em Pirapora, no fim dos anos 1990.

Para Laio, o samba, pagode, axé sempre estiveram enraizados em suas vidas. “Por outro lado, tinha meu avô que é sanfoneiro e sempre nas festas de família fazíamos aquele forrozão. Lembro dos nossos pais ouvindo os discos de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Lulu Santos, Luiz Gonzaga, Agepê, Paulinho da Viola e outros”, conta.

Neste ano, os artistas completam 12 anos de carreira na música. Laio, iniciou profissionalmente aos 19 anos e, Dandara, aos 15. “É nosso desejo voltar a cantar e levar alegria ao público nos faz tirar os desafios de letra. Estamos ansiosos para retornar aos palcos, sentir o público mais de perto, afinal são quase cinco anos parados”, diz Laio.

No repertório, “Deixa tudo como tá”, do Thiaguinho, “Pé na Areia”, do Diogo Nogueira, “Talismã”, da Iza, e “Raiz de Todo bem”, de Saulo Fernandes. “Estamos preparando uma canção autoral que tem muito a ver com essa nossa volta. Trazendo um conceito do afrofuturismo. Por isso também platinamos o cabelo (risos)”, conta.

SERVIÇO
Neste sábado tem show de Laio e Dandara no Alquimia Bar, localizado na avenida Mestra Fininha, 2.611, Morada do Sol

No domingo, estarão no Capitão Bull, localizado na avenida Mestra Fininha, 1.771.

Atualmente, quem está à frente do novo projeto dos irmãos é a Soares Produções, do empresário Rafael Soares. Para contratar o show, o contato é (38) 99227-8943. 

Sigam os músicos no Instagram: @laioedandara @soaresproducoesoficial