O filme “Home Office”, do diretor montes-clarense João Jorge Almeida, será lançado na próxima quinta-feira, às 19h30. O evento, on-line, será seguido por uma live com o próprio cineasta, o ator Didi Vilella e o diretor da Escola Livre de Cinema (ELC), Cláudio Costa Val. O filme poderá ser assistido no canal da Escola no YouTube.

O filme é uma produção da ELC. Tem um caráter intimista, e em formato de web film. A trilha sonora foi gravada pela Orquestra Sinfônica da Polícia Militar de Minas Gerais, cuja regência também ficou a cargo do maestro e cineasta João Jorge Almeida. 

Segundo o diretor, o roteiro foi concebido em outubro de 2019 – muito antes, portanto, da pandemia de Covid-19 que confinou boa parte da população, obrigando muita gente a transformar o lar em local de trabalho.

“O filme trata das agruras de se trabalhar em casa, tornando-nos dependentes dos recursos tecnológicos, que muitas vezes não nos atendem plenamente”, diz.

Home Office foi o primeiro filme em que João Jorge atuou tanto como roteirista quanto como diretor. Por isso, segundo ele, é tão especial. 

“Acredito que poderá atingir grande público e possibilitará uma discussão interessante sobre esses tempos estranhos que estamos vivendo. Também há uma reflexão sobre nossa dependência dos meios tecnológicos, que, como dizem, aproximam os que estão longe e distanciam os que estão próximos”. 

Segundo ele, o filme iniciou uma série de roteiros que o próprio cineasta produziu sobre essa dependência e acabou desaguando em outra obra, que já alcançou repercussão internacional. “Refiro-me a ‘Ligação’, recentemente selecionado em festival internacional de cinema”, conta João Jorge.

O ator mineiro Didi Vilella, de 36 anos, vive o Marcos de “Home Office”. O personagem trabalha de casa, utilizando a internet, cheia de problemas de conexão. Ele passa a maior parte do tempo ligando para a empresa fornecedora do serviço e esbarra na burocracia.

“Quando li o roteiro, me identifiquei muito. Achei a proposta inovadora, extremamente contemporânea, e, claro, a gente não havia previsto que iria acontecer a pandemia. Fazer o personagem sozinho, sem diálogo com outro ator, é desafiador. Quando se tem o outro ator, ele vai te dando material e vice-versa e aquilo vai sendo construído. Ali, era eu contracenando comigo mesmo”, revela.

Vilella é mestre em Teoria da Literatura pela Faculdade de Letras da UFMG. Atualmente é ator no grupo de teatro Mayombe, em BH, e trabalha como professor de História da Arte no Colégio Tiradentes de Betim e na Prefeitura de Belo Horizonte.

Durante a live, os participantes vão contar as novidades sobre a produção de conteúdo cinematográfico, falar de outras produções e conversar com quem deseja ingressar nesse universo.

Para acessar “Home Office”, o público deve se inscrever no canal do YouTube da Escola Livre de Cinema e ativar as notificações para receber o aviso de disponibilização. Para entrar na live, é preciso seguir o perfil da Escola no Instagram.