
Agosto chegou trazendo consigo os sons dos tambores, as cores das fitas, a fé e a emoção que transformam as ruas de Montes Claros durante as tradicionais Festas de Agosto. Para celebrar esse mês tão importante para a cultura norte-mineira, a cantora Leila Britto apresenta “Guerreiros de Luz”, uma canção que homenageia os Catopês, a devoção a Nossa Senhora e a força de uma tradição que atravessa gerações.
Com música e letra de Aristônio Canela, interpretação de Leila Britto e arranjos, captação, mixagem e masterização de Saulo Leony, a canção nasce como uma homenagem à cultura e à memória de Montes Claros. A composição utiliza elementos presentes no universo das Festas de Agosto para construir uma narrativa marcada pela fé, pela musicalidade e pela identidade do sertão.
Na letra, imagens como a “Ventania de Agosto”, as fitas que bailam e os tambores que ecoam pelas noites de luar ajudam a transportar o ouvinte para o ambiente dos cortejos. A música também faz referência ao tropeiro, à memória e à história que é passada de uma geração para outra. Para Leila Britto, interpretar a canção é também assumir o compromisso de valorizar uma manifestação cultural que faz parte da identidade da cidade.
“Guerreiros de Luz é uma música que carrega muita simbologia. Ela fala dos tambores, das fitas, dos cortejos, da fé e, principalmente, da força dos Catopês. É como se a canção conduzisse a gente pelas ruas de Montes Claros durante as Festas de Agosto, trazendo toda essa energia e essa espiritualidade”, explica a cantora.
Ao longo da composição, a figura do Mestre Zanza aparece como uma referência de luz e de continuidade. O verso que destaca a estrela guia no céu do sertão reforça a ideia de orientação, memória e legado. Já a presença de Nossa Senhora representa a dimensão religiosa que está no coração dos festejos e acompanha os grupos durante os cortejos.
“É uma alegria enorme colocar a minha voz a serviço de uma canção que celebra a nossa história e tudo aquilo que temos de mais precioso na nossa cultura”, afirma Leila.
A artista destaca ainda que transformar essa tradição em música é uma maneira de contribuir para que ela continue alcançando novas gerações. “A cultura precisa estar viva. E a música tem esse poder de guardar histórias, sentimentos e memórias e, ao mesmo tempo, levar tudo isso para quem ainda vai chegar. Quando a gente canta os Catopês, Nossa Senhora, os tambores e o Mestre Zanza, estamos ajudando a manter viva uma história que pertence a todos nós”, ressalta.
O refrão, marcado pela repetição de “Zanzar, zanzar, zanzei, zanzei”, aproxima a composição da musicalidade dos festejos e cria uma atmosfera de celebração. No encerramento, a canção retoma a ideia de oração e de luz, reforçando a ligação entre fé, tradição e pertencimento.
“Eu vejo ‘Guerreiros de Luz’ como uma oração em forma de melodia. É uma música para ouvir, cantar e sentir. Quero que ela chegue às pessoas e desperte nelas o orgulho de fazer parte dessa história. Que os tambores continuem ecoando, que as fitas continuem dançando e que essa luz continue iluminando o nosso sertão”, completa Leila.
