
De terça-feira (8) a 11 de setembro, o Museu Regional do Norte de Minas, em Montes Claros, será palco da oficina “Faca Amolada — Lab de Imaginação Radical e Oficina de Cosmografias”. A programação propõe quatro dias de atividades voltadas à criação artística, à experimentação e ao exercício da imaginação por meio de diferentes linguagens.
A iniciativa é conduzida pelo Arquivo Mangue, duo formado pelas artistas visuais Camila Mota e Cafira Zoé. Também participam da programação as artistas Vick Nefertiti, Gusta Lemos, Pedro Levorin e Maria de Lourdes Antunes, artista do território.
A oficina integra o intercâmbio entre territórios do projeto “Lina de Rapina — os olhos do Carcará são duas esferas do Tempo”, iniciativa que tem como referência a trajetória da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi e utiliza a ficção e a imaginação como ferramentas para estabelecer novas conexões entre diferentes territórios e experiências.
Durante os encontros, os participantes serão convidados a experimentar processos de criação que envolvem artes visuais, literatura, poesia, objetos, oralidade, memória e ficção especulativa. A proposta é estimular diferentes formas de observar e interpretar o mundo, aproximando experiências artísticas de questões presentes no cotidiano.
Segundo a organização, a ficção especulativa será utilizada como instrumento para ampliar perspectivas e exercitar a capacidade de imaginar outras formas de existência, relações e estruturas sociais. A programação também pretende aproximar as fronteiras entre arte e artesanato, valorizando conhecimentos e práticas diversas.
As atividades terão caráter teórico e prático e serão desenvolvidas a partir de elementos como terra, água, pedras, objetos, memórias, rios, fogo e oralidade. A ideia é reunir essas referências em um processo coletivo de criação, formando um arquivo de memórias e fabulações relacionadas ao território.
A programação é aberta a pessoas interessadas em arte e processos criativos, independentemente de formação ou experiência anterior. Entre os públicos que podem participar estão estudantes e profissionais das artes, professores, pesquisadores, escritores, poetas, artesãos, artistas visuais e de teatro, além de pessoas ligadas à arquitetura, geologia, geografia, agricultura, culinária e outras áreas.
O diretor do Museu Regional do Norte de Minas, Georgino Jorge de Sousa Neto, destaca a importância da realização da atividade no espaço cultural da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).
“Ao apoiar a realização de Lina de Rapina — Os Olhos do Carcará, são duas esferas do Tempo em Montes Claros, o Museu Regional do Norte de Minas (MRNM), a Pró-Reitoria de Extensão e a Unimontes reafirmam o compromisso da universidade pública com a arte como território de encontro, experimentação e diálogo, aproximando diferentes saberes, linguagens e comunidades e fortalecendo os vínculos entre cultura, universidade e sociedade”, destaca.
A realização conta com fomento da Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Governo Federal, e apoio do Museu Regional do Norte de Minas.
