
O Museu Regional do Norte de Minas (MRNM), da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), promove programação cultural no fim de fevereiro, com destaque para a exibição do curta-metragem Uma Grande Joana, da diretora montes-clarense Lara Firmino. O filme será exibido nesta terça-feira (24), em três sessões gratuitas: 18h30, 19h e 19h30.
Com 24 minutos, o curta tem roteiro e direção de Lara Firmino, produção de Thetê Rocha e fotografia de Glauber Prates, Luks Rod e Rafael Barbosa. A história acompanha Ayla, estudante suspensa após um atraso, que conhece uma mulher em situação de rua com lapsos de memória. O encontro entre as duas conduz a narrativa sobre amadurecimento e convivência.
Para o jornalista e curador Elpídio Rocha, a exibição reforça a identidade e a qualidade da produção audiovisual de Montes Claros, destacando a força criativa local e o potencial do cinema independente produzido no Norte de Minas. A noite também contará com a apresentação de integrantes do Segundo Terno de Catopês de São Benedito, fortalecendo o diálogo entre cinema e cultura popular.
A programação segue na quinta-feira (26) com a abertura da temporada 2026 do CineMuseu, que estreia a mostra “Olhares que Falam: Vencedores Internacionais do Oscar”. A iniciativa propõe revelar, conhecer e celebrar a diversidade das cinematografias mundiais por meio de grandes clássicos do cinema. A sessão inaugural, marcada para 19h, exibirá o clássico Ladrões de Bicicleta (Itália, 1948), dirigido por Vittorio De Sica.
De acordo com a escritora e atriz Bella Lôpo eventos gratuitos como este são fundamentais para democratizar o acesso à cultura e ao conhecimento: “O museu é um espaço vivo e de reflexão, essenciais para transformação social e quando o público pode participar sem barreiras financeiras, o museu se torna um espaço verdadeiramente inclusivo, que acolhe diferentes públicos, idades e realidades sociais. Isso contribui diretamente para a formação cultural da população de Montes Claros, estimulando o senso crítico, o interesse pelas artes, pelo cinema e pela história regional, além de fortalecer o hábito de frequentar equipamentos culturais como espaços de aprendizagem, convivência e troca de experiências”, diz.
“Esse diálogo entre cinema, cultura popular e produções locais cria uma ponte entre o passado, o presente e o futuro da cultura regional. Ao unir cinema, manifestações da cultura popular e produções locais, o público se reconhece nas narrativas, nos personagens, nas histórias e nas expressões artísticas apresentadas. Isso gera pertencimento, valorização da memória coletiva e orgulho da identidade regional. E é muito saber que há um espaço que podemos frequentar de livre e espontânea vontade e de acesso gratuito”, completa a atriz e escritora.
