Para atrair o paladar de quem prometeu pegar leve na alimentação durante a estação mais quente do ano, mas anda um pouco enjoado do “mix de folhas”, a chef Dilma Pimentel apresenta-nos uma saborosa salada, a de Moyashi (broto de feijão), que leva sua assinatura.

A chef conta que foi-se o tempo em que a junção de alface e tomate era considerada salada.

“Limitar uma salada a dois ingredientes é falta de imaginação ou preguiça, além da pobreza nutricional diante de possibilidades infinitas. Uma preparação para ser dignamente considerada salada deve conter, no mínimo, quatro ingredientes distintos”, ensina.

Para a chef, uma salada bem elaborada, colorida, deve conter vegetais crus, vitaminas, minerais, fibras e proteínas. “Está longe de ser uma entrada ou acompanhamento, mas um verdadeiro prato principal”, conta.

As frutas, por exemplo, segundo ela, conferem um sabor mais adocicado à salada, além de dar um toque de acidez e refrescância necessários para contrabalançar. As mais utilizadas são manga, abacaxi, maçãs, morango, mexerica, uva, caqui, figos, abacate, damasco, ameixa. Dilma destaca ainda o uso de sementes e frutas secas, como sementes de abóbora, girassol, gergelim, castanhas diversas e quinoa.

Com relação aos carboidratos do bem, os mais indicados para compor uma salada, por serem fontes de vitaminas que ajudam na saciedade, segundo a chef, são batata-doce, cenoura, baroa, batata yakon, beterraba, ervilha, milho e tomate.

“Para conferir crocância, experimente acrescentar sementes, frutas oleaginosas, como amêndoas, castanhas e nozes. Elas fornecem carboidratos, gorduras saudáveis, fibras e minerais”, diz.

São também excelentes fontes de proteínas e combinam e enriquecem sua salada, frango, ovos, queijos diversos, atum, cogumelos frescos, kani kama, grão de bico e brotos.

“Comida insossa, sem cor ou variedade é como namoro morno, não tem graça, não tem vida”, compara.

“Comida insossa, sem cor ou variedade é como namoro morno, não tem graça, não tem vida”

 

Salada de Moyashi (broto de feijão)
Ingredientes:

250g de broto de feijão

1 cebola pequena picadinha

Tomate cereja a gosto (pode ser tomate andreia ou outro)

1/2 pimentão vermelho em tirinhas

1/2 pimentão amarelo em tirinhas

Ervilhas frescas cozidas no vapor (ou da ervilha congelada - não gosto da de lata) - opcional

Milho verde o quanto baste (pode ser minimilho) - opcional

1 maçã picada (ou manga, ou melão, ou abacaxi, ou kiwi)

Cheiro verde picado o quanto baste

Raspas da casca de 1 limão

Suco de 1 limão

Sal e azeite o quanto baste

Preparo:

Cozinhe o broto de feijão no vapor ligeiramente (ou afervente, ou apenas jogue água fervente sobre ele). Depois de frio o broto, acrescente os demais ingredientes, misturando tudo.

Palavra da chef: “Esta receita é minha, de alto valor nutricional e baixíssimo teor calórico, podendo ser modificada a gosto, por exemplo, alternando cenoura ralada, minirrúcula, miniagrião, miniespinafre, minipepino, acelga, alho poró, talo de salsão/aipo, repolho, palmito, azeitonas (de preferência pretas), folhas de hortelã, folhas de erva-doce, etc.

Para variar, podemos fazer a mesma salada substituindo o broto por feijão branco cozido e frio, ou soja em grãos (demolhado de um dia para o outro, cozida na pressão e retirada a pele), ou grão-de-bico (demolhado de um dia para o outro, cozido na pressão e retirada a pele).