O curta “Qualcor”, dirigido pelo montes-clarense Daniel Vilas Boas, foi lançado em 30 de janeiro, pelo YouTube, no canal do também diretor Gabriel Filpi. A produção pode ser acompanhada também pelas redes sociais do artista.

O curta é a tradução da mesma mensagem presente nos três livretos de Gabriel Filpi – “Cromotrilogia” –, agora disponível em audiovisual.

“São uma codificação dos sentimentos nas três cores básicas. Depois, aprendendo a linguagem da dança (contemporânea, principalmente) e nas artes cênicas, soube melhor expressar as mensagens”, diz Gabriel.

O curta fala de busca interior e demonstra os conflitos internos durante o processo de criação. A crítica a uma sociedade individualista está presente no “Vermelho Kaos”.

O retorno para a ancestralidade para recriar a força interior, batuques de catopê e flautas da trilha aparecem no “Amarelo Tempo” e o contato interpessoal e abertura para se tornar um ser socialmente bom no “A Curazul”, que traz instrumentos de cura como taças tibetanas, juntas a beats digitais.

“A nossa mensagem é de renovação e cura, sem esquecer a necessidade de agregar as nossas sombras para tal”, enfatiza Gabriel.

Com trilha sonora original pelo Nihil Estúdios, “Qualcor” conta com direção de arte de Sasá Ferreira e participações especiais de Aretha Magno e de bailarinas da Luna Escola do Corpo.

O filme movimentou a produção cultural em Montes Claros, envolvendo 25 profissionais na equipe.
  
PLURALIDADE
O arquiteto e urbanista e artista plural Gabriel Filpi, de 25 anos, é salinense, mas vive em Montes Claros há 14 anos. Trabalha em arquitetura com projetos biofílicos. Na área artística, atua com literatura, ilustração, muralismo, música e performance.

Estudou dança por quatro anos na Luna Escola do Corpo e teatro por dois anos, na Unimontes. Foi aluno do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez (Celf) em música e artes visuais.

“Sempre fui criança descalça, subindo em pé de fruta, andando na roça, brincando na praça. Era fã da TV Futura e sempre amei as expressões artísticas tradicionais e regionais, folclore e comidas típicas. Mas bebo de todas as fontes possíveis. O Auto da Compadecida, Letrux em Noite de Climão e Bacurau são parte do universo estético do Qualcor”, conta.

Na adolescência entrou em contato com a poesia, e logo se encantou pela característica de ser um veículo capaz de abstrair os sentidos e trazer tanto sentimento em poucas palavras. É cria de Manoel de Barros, Aroldo Pereira, Ney Matogrosso e David Bowie.
 
DIREÇÃO
Já Daniel Vilas Boas é formado em comunicação social, fez curso de cinema na Academia Internacional de Cinema de Sao Paulo e já dirigiu três curtas metragens, dentre eles, o montes-clarense “Esse curto Espaço de Tempo”, selecionado para a mostra regional Sesc 2019.

O curta “Qualcor” pode ser acompanhado pelas redes sociais do artista: Instagram @ogabrielfilpi e Facebook Gabriel Filpi.