De uma família musical, a cantora e compositora Vivi Normanha deixou Belo Horizonte e veio morar em Montes Claros aos 5 anos de idade. Neste ano, ela celebra 15 anos de carreira. Seu show acústico será hoje, na Feira Nacional da Indústria, Comércio e Serviços (Fenics).

“No repertório, faremos releituras de músicas autorais e cantando músicas de artistas com as quais me identifico muito como Elis, Maria Rita, Roberta Sá, Marisa Monte, Caetano e por aí vai. Tenho um projeto de lançar em breve um videoclipe de uma das minhas músicas e pretendo disponibilizar nas plataformas digitais meu CD ‘Poesia e Canção’ com músicas produzidas pelos cariocas Max Viana e Rodrigo Campello”. Ela conta na entrevista a seguir um pouco da carreira.
 
Qual foi o momento mais difícil de sua trajetória?
Acho que o fato da maioria dos empresários da terra não valorizar os artistas locais e não se interessar em investir na música de qualidade, na nossa MPB. Foi uma luta fazer o CD, mas tive o apoio incondicional e financeiro dos meus amados pais, que sempre acreditaram em mim e de alguns amigos queridos.
 
Qual foi o show mais marcante?
Nossa, como canta Roberto..., são tantas emoções (risos)... Acho que cada apresentação que fiz tem um lugar especial no coração, mas tenho saudade de um tributo para Elis, nos 25 anos de Saudade, que cantei em 2007, em Vila Madalena, com outros artistas em São Paulo, capital.
 
Sua mãe, Beth, e seu pai, João Normanha, são pessoas ligadas à música. como eles reagiram ao saber que você escolheu estar nesse mundo?
Minha família sempre me apoiou incondicionalmente. São maravilhosos, sem contar que amam música e sempre fazem rodas de samba e viola nos finais de semana. Ambos são super ligados. Minha mãe é cantora lírica, foi soprano solista do coral do municipal de Belo Horizonte, e meu pai estuda muito sobre MPB, é apaixonado por Chorinho e samba! Ambos me influenciaram diretamente acho que por isso que canto os dois estilos, o erudito e a MPB.
 
FALE DE SUAS COMPOSIÇÕES...
Sim, tenho muitas músicas, nos mais variados estilos: samba, Pop, balada, regional e arrisco algumas em inglês e espanhol (risos). Compor é uma terapia e uma libertação imensas! Tenho mais de 200 composições, além de poesias e crônicas. Amo escrever.
 
SOBRE OS FESTIVAIS, DOS QUAIS VOCÊ PARTICIPOU E COMO FORAM AS EXPERIÊNCIAS?
Participei de dois e fui finalista em um em São Paulo, capital, não ganhei, mas foi incrível cantar minha música no ginásio do Ibiraquera e ainda conhecer o saudoso Jair Rodrigues e seus filhos Jair Oliveira e Luciana Mello que cantaram no mesmo evento! O outro foi aqui na tradicional festa do Pequi. Adorei estas experiências!
 
COMO SERÁ SUA PARTICIPAÇÃO NA FENICS?
Vai ser um show mais intimista, mais orgânico e inteiramente acústico, eu e mais dois músicos: Ronaldo Ranieri (Panguinha), no violão, e Arley, na percussão. Terei também a honra de receber o grande amigo, Alberto Andrada, que vem de Januária para tocar e fazer duetos comigo.
 
FALE SOBRE SEUS PROJETOS FUTUROS
Lançar alguns videoclipes de músicas autorais, fazer muitos shows e lançar minhas músicas nas mídias digitais.
 
O NELSON MOTA FEZ UMA IMPORTANTE DECLARAÇÃO PARA VOCÊ COM RELAÇÃO A SEU TRABALHO
Nelsinho é uma lenda viva da nossa cultura e um crítico musical de imenso prestígio! Sou muito fã dele e ser amiga dele é algo surreal, um sonho realizado! Foi um presente, ele me apadrinhar e fazer o release do meu CD Poesia e Canção. Serei eternamente grata a ele pelo que fez por mim.

Foi um presente, o Nelson Mota me apadrinhar e fazer o release do meu CD Poesia e Canção. Serei eternamente grata a ele pelo que fez por mim