A escritora Cyntia Pinheiro recebeu muito incentivo dos pais na primeira infância. Eles assinavam gibis da Turma da Mônica, Tio Patinhas, Nosso amiguinho, compram livros infantis e também investiam em vinis com historinhas diversas. Com isso, a menina cresceu e desenvolveu o hábito de ler muito e escrever. 

Ganhou vários concursos locais e até um nacional de redação quando ainda era criança. Uma memória afetiva, muito gostosa, que carrega no peito, é que o pai, vendo sua vontade de escrever e inspiração, amarrou uma cadeirinha de madeira no alto do pé de manga que a família tinha no fundo do quintal e era ali que ela passava boa parte do dia escrevendo, falando sozinha e inventando histórias.

Além de escritora, Cyntia é professora de Canto no Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez (Celf) há 21 anos. Ela diz que tem muito orgulho de fazer parte da família Celf , pois sabe da importância que essa instituição tem para a sociedade montes-clarense.

“O Celf é aquela casa grande, acolhedora, por onde passam viajantes, convidados, curiosos, pessoas de todos os cantos, trazendo bagagens que procuramos respeitar, levando consigo aprendizados que lhes modificam a vida! Há 60 anos nossa casa é um marco fundamental em nossa cidade e em nossa cultura, acolhendo a todos que aqui desejam estudar, com amor, com dedicação, concorrendo para que Montes Claros seja esse grande celeiro de artistas. Basta dar uma voltinha por aí e conversar com alguém, sempre teremos notícias de um parente, um amigo, um vizinho que já passou por nossa escola”, revela.
 
A ORIGEM 
O livro “Como morrem as Marias” foi escrito durante o isolamento social causado pela covid-19. Foi um período de muita produção para ela. 

“Desenvolvi o libreto da Ópera Xica da Silva, que está sendo musicada, e estou finalizando dois romances, que logo também serão publicados”, conta.

A escritora tem dois trabalhos publicados com ghostwritter (escritor fantasma), um livro físico (Desatados, nós) publicado pela editora Unimontes em 2009, duas obras infantis publicadas no site da Amazon em 2020, além de um livro de Reflexões Matutinas (2021) pela mesma editora.
 
INSPIRAÇÃO
“Como morrem as Marias” é um livro lindo que traz mulheres inspiradoras, com suas histórias bonitas, tristes, empolgantes, triviais, trágicas, alegres, entre outros. 

São mulheres como qualquer uma de nós e, todas (ou quase todas) morrem de alguma forma. A questão da morte é só um detalhe, mais significativo. Talvez seja a forma como tais mulheres vivem. Tenho certeza de que muitas mulheres vão se identificar com a realidade delas”, revela. 

O livro traz contos curtos e cada conto fala de uma Maria diferente, contém ironia, crítica, uma pitada de humor, mas também importantes reflexões sobre as mulheres. 

“A morte, que é uma pauta tabu, pois ninguém quer falar dela, vem coroar os contos, de forma leve e natural. Afinal, esse é o destino de todos nós”, pondera.

Para a escritora, a pandemia foi um momento difícil para todos.

“Adaptei minha rotina – para não enlouquecer – fazendo cursos on line, escrevendo, desenhando e assim vou sobrevivendo a essa pandemia. Aprendi a aproveitar bem o meu tempo, especialmente junto aos meus”, relata.

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Cyntia Pinheiro tem 43 anos, nasceu em Taiobeiras. Vive em MOC há 25 anos; formada em Educação Artística e pós-graduação em Arte-Educação