Cultura

Classe artística de MOC pede ajuda

Fórum dos Fazedores de Arte e Cultura entrega demandas a políticos que concorrem às eleições

Larissa Durães
Publicado em 30/09/2022 às 23:17.
“O artista dá o grito que a arte não pode dar”: foi uma das frases mais ovacionadas no auditório (LARISSA DURÃES)

“O artista dá o grito que a arte não pode dar”: foi uma das frases mais ovacionadas no auditório (LARISSA DURÃES)

Com o intuito de abrir diálogo com os candidatos a deputados estaduais e federais da região que concorrem às eleições no domingo (2), o Fórum dos Fazedores de Arte e Cultura de Montes Claros apresentaram a dinâmica cultural da cidade, esclarecendo demandas e necessidades do setor.

Na ocasião, foi formalizaram um documento – construído de forma coletiva pela sociedade civil organizada representada por 89 líderes e 28 instituições de cada área –‘Proposta de Articulação Política para o Setor Artístico e Cultural de Montes Claros e Norte de Minas’–, que para os envolvidos é de suma importância para o desenvolvimento da cidade.  

“Para além de seu valor simbólico e intangível, o setor cultural é constituído por diversas atividades econômicas que possuem cadeias produtivas próprias e influenciam nos gastos e receitas públicas e privadas. A compreensão de sua dinâmica e de seus resultados na economia e na sociedade é fundamental para o pleno desenvolvimento de um município ou de um país”, afirmam os representantes do fórum.

O encontro ocorreu quinta-feira (29), no auditório da Faculdade Prominas. Os políticos presentes assinaram termo se comprometendo a fazer o que puderem pelo setor. 

O direito a cultura está garantido na Constituição Federal, nas constituições estaduais e na Lei Orgânica do município de Montes Claros.  

“É preciso fazer valer e assegurar a Cultura como direito fundamental”, reforçam os representantes.

“O artista dá o grito que a arte não pode dar”, foi uma das frases mais ovacionadas no auditório. O que para um dos articuladores da junção, Nelson Bambam Júnior, sustenta a motivação do porque os artistas locais buscaram o diálogo com os responsáveis pela sobrevivência da cultura na cidade, pois, a arte precisa de voz.  

“O setor de cultura não tem diálogo, as pessoas não sabem qual é a demanda. A dança, precisa de quê? A música, precisa de quê? O teatro, precisa de quê? As tradições precisam de quê? Ninguém sabe. É muito ruim porque não dá para construir e não se pode deixar essas pessoas fora da construção”, ressalta Bambam.

Cidade tem potencial

A proposta deste primeiro encontro foi aproveitar o período de eleições para apresentar as demandas. 

“Caso sejam eleitos, acredito que farão algo para o setor da cultura em Montes Claros. Hoje conseguimos tocá-los. Eles não vão ter coragem de seguir em diante sem nos escutar, sem conversar e sem atender nossas demandas”, pontua um dos articuladores da junção, Nelson Bambam Júnior. 

“Somos importantíssimos não só por gerar trabalho e renda, mas por ser um setor estratégico. Vivemos sobre guerras da cultura, e no Brasil falta visão política e empresarial sobre as artes”. 

Bambam ainda destaca o potencial de MOC. 

“Essa cidade tem uma potência artística e cultural que precisa ser incentivada. Investir para que se potencialize e que, realmente, transforme o setor de uma forma potente, porque assim vamos gerar mais emprego e renda”.  

De acordo com Bambam, está comprovado que a cultura é o setor que mais cresceu nos últimos 40 anos no mundo.  

“A indústria cultural cresceu 30%, nenhuma outra indústria do mundo cresceu tanto. E cresce tanto, porque o ser humano precisa aliviar, ter leveza, ter arte, poesia de todas as coisas pra tocar a vida, a gente e fazer com que a gente continue a ser humano. Um país, um povo, uma cidade sem arte, é uma sociedade sem identidade”, finaliza. (LD)

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