A nova estratégia de monitoramento e cerco aos criminosos que atacam agências bancárias no interior de Minas começa a dar resultado. Ontem, dois suspeitos de explodir uma agência do Banco do Brasil em Capitão Enéas foram presos e um menor apreendido durante força-tarefa realizada pela Polícia Militar no Norte de Minas.

Armados com fuzis, pistolas e submetralhadoras, cerca de dez homens cercaram a cidade e invadiram o estabelecimento bancário. Enquanto um grupo instalava os explosivos, outro atirava contra o destacamento da Polícia Militar na cidade e em direção a casa dos policiais.

“O que eles não esperavam era encontrar a polícia preparada para combater a ação criminosa”, disse o comandante da operação, cabo Valmir Soares Rocha.

Após, o crime a quadrilha fugiu em dois carros e duas motocicletas. Mas outros militares já os esperavam na rodovia MGC–135. “Homens de Montes Claros e região nos deram apoio e fizeram o cerco. Eles tentaram fugir e acabaram capotando o veículo. Os que estavam no segundo carro e numa motocicleta conseguiram escapar”, relatou o militar.

Ao capotarem o veículo no distrito de Cachoeira de Miralta, os suspeitos trocaram tiros com os militares. Um rapaz de 22 anos foi ferido com dois tiros e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Pronto-Socorro da Santa Casa de Montes Claros.
 
MORADOR
Para os militares, o suspeito teria revelado que é morador de Capitão Enéas. “Ele e outros dois suspeitos eram responsáveis por repassar a movimentação da cidade, além de identificar a moradia dos militares na cidade”, explica o cabo.

Um adolescente de 17 anos foi apreendido e um jovem de 23 foi preso em Capitão Enéas, onde moram. “A suspeita é a de que todo o bando seja da região Norte de Minas já que conhecem muito bem as rodovias de acesso”, completa o militar.

Os demais suspeitos conseguiram fugir pelo matagal. Até o fechamento desta edição, nenhum outro suspeito havia sido localizado.

Dentro do veículo apreendido a polícia encontrou um fuzil, duas submetralhadoras, uma pistola, além de parte do dinheiro roubado. “São quadrilhas preparadas para qualquer tipo de confronto”, avalia o cabo Valmir Rocha.