Com a chegada do calor intenso do verão, a busca por cachoeiras e rios aumenta e, com ela, o risco de afogamentos. Somente na última semana, o Corpo de Bombeiros registrou quatro afogamentos no Norte de Minas. 

Na Fazenda Cabeceiras de Macaúba, zona rural de Novo Horizonte, duas irmãs, de 13 e 16 anos, morreram afogadas em um açude. 

De acordo com testemunhas, a caçula começou a se afogar e, na tentativa de socorrê-la, a irmã pulou na água, mas também acabou morrendo. 

“É comum as pessoas tentarem salvar os indivíduos que estão afogando, principalmente se for alguém da família. Em caso de afogamento, é preciso evitar o contato direto com a vítima. O ideal é lançar algo que a pessoa possa agarrar como galhos, cordas, boias ou outro objeto que flutue na água”, explica o tenente Carlito Pereira Filho, do Corpo de Bombeiros. 

Na véspera de Natal, em Pirapora, no rio São Francisco, um homem e uma menina de 8 anos morreram afogados enquanto tomavam banho próximo da região das indústrias. Segundo os bombeiros, a criança começou se afogar quando o homem tentou salvá-la, mas foi surpreendido por uma forte correnteza que o carregou para um possível banco de areia. 

“É preciso evitar nadar em locais não apropriados para a prática de banho e natação, e priorizar os locais que tenham salva-vidas. Além de ter cuidado em locais onde não é possível enxergar o chão”, pontua o tenente.

“São muito comuns os ‘bancos de areia’.
As ‘armadilhas’ das águas têm buracos profundos”

Carlito Pereira Filho
Tenente do Corpo de Bombeiros