Os 12 criminosos mais procurados de Minas Gerais estão envolvidos com explosões de caixas eletrônicos e no enfrentamento a policiais militares em Minas Gerais. Os nomes dos bandidos foram divulgados ontem, após um trabalho de inteligência de diversos órgãos de segurança do Estado. Cincos deles têm passagem na polícia por crimes cometidos em Montes Claros, Salinas e Monte Azul. 

Na última vez em que o programa “Procura-se” foi lançado, 23 criminosos foram capturados com a ajuda da população. O documento tinha 29 nomes em três listas distintas.

A seleção foi feita pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Secretaria de Administração Prisional (Seap) e Corpo de Bombeiros. A violência dos crimes praticados foi levada em consideração na elaboração da lista.

A divulgação dos rostos e informações dos suspeitos será feita em um site, redes sociais e cartazes espalhados por locais de grande circulação em todos os municípios de Minas. A novidade é um QR Code instalado nos folhetos que permite a visualização de toda a lista de procurados.

O objetivo é capturar todos os listados e, desta forma, reduzir os índices de criminalidade e a incidência de ataques a bancos e a militares. As denúncias feitas pelo 181 são sigilosas e todas as informações que chegarem ao canal serão avaliadas. 

“Já fizemos a identificação e divulgação dos criminosos. A inteligência trabalha para a localização e prisão dessas pessoas. Precisamos disseminar essas informações para que as pessoas cooperem”, reafirma o subsecretário de integração de segurança pública da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Marcelo Vladimir Corrêa.
 
MEDIDA EFICIENTE
Especialistas em segurança pública garantem que a medida é eficaz, desde que seja aliada a estratégias clássicas de inteligência policial para rastrear os foragidos. “O ‘Procura-se’ geralmente apresenta bons resultados, porque ele conta com a participação voluntária e anônima do cidadão, que conhece esses personagens e é uma fonte de informação muito útil”, aponta o sociólogo e professor da PUC Minas Luís Flávio Sapori.

Mas tanto para Luís quanto para o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) e professor da UFMG Bráulio Figueiredo, é essencial investir paralelamente no trabalho de investigação convencional, com monitoramento eletrônico, análise de dados e ajuda de informantes. 

“É uma iniciativa importante, mas não deve ser a única. Ela deve vir acompanhada de recursos de inteligência das polícias civil e militar”, diz Bráulio. 

O especialista defende ainda que o uso e a divulgação da imagem dos foragidos são ações válidas para que a comunidade reconheça essas pessoas.

“A pessoa que já tem mandado de prisão expedido e está foragida tem uma conta a pagar junto à sociedade e ao Estado.Talvez a divulgação da fotografia possa ser criticada por questões de violação de imagem, mas acredito que a população tem direito de saber quem está sendo procurado porque cometeu crimes graves”, observa.