Foi enterrado ontem o corpo do estudante Victor Hugo Moura, de 21 anos, vítima de traumatismo craniano após ser espancado por um grupo de homens na porta de um bar no bairro São Geraldo.

Ainda não se sabe o motivo do crime que aconteceu na madrugada de domingo. A Delegacia de Homicídios procura por dez possíveis suspeitos de terem participado da barbárie.

Segundo testemunhas, Victor Hugo ainda não havia entrado no bar onde acontecia uma festa. Ao chegar próximo à portaria, um grupo de dez homens aproximou-se do rapaz. Um deles o derrubou com um forte chute. Caído, o estudante continuou a receber chutes e socos. Os outros homens também espancaram Victor, que chegou a se levantar para fugir, mas foi derrubado e agredido novamente até desmaiar.

Victor Hugo foi encaminhado para o hospital Santa Casa ainda com vida. Ele tinha vários ferimentos pelo corpo e sofreu traumatismo cranioencefálico. O hospital informou que o rapaz passou por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. 

Nas redes sociais, amigos e familiares do jovem pedem justiça. A brutalidade do crime assustou os montes-clarenses. 

“Um dos sonhos dele era ser jogador de futebol. Ele era uma boa pessoa, não tinha inimigos, não mexia com ninguém. Meu amigo do coração não deveria ter tido uma morte tão cruel”, lamenta Tatiele Vieira. 

Até o fechamento desta edição, a Delegacia de Homicídios ainda estava levantando informações sobre a motivação do crime e não tinha pistas sobre os suspeitos.

BRIGA EM BARES
No início deste mês, um rapaz foi baleado na porta da boate Celeiro. A polícia acredita que o crime aconteceu após os envolvidos discutirem dentro da casa noturna. Até o momento ninguém foi preso.

Crimes como estes refletem o padrão atual dos casos investigados pela Delegacia de Homicídios. Segundo o delegado Bruno Rezende, em cinco anos o número de homicídios caiu 59,3% – a maioria deles são considerados “fúteis”. 

“Ano passado foi um ano atípico, pois grande parte da motivação dos assassinados foi considerada ‘fútil’, ou seja, aconteceram por brigas em bar, discussão entre vizinhos e os passionais”, explica o delegado.