Preso um suspeito de comandar ataques a agências bancárias nas regiões Norte e Vale do Jequitinhonha. Edilson Santos da Silva, de 44 anos, foi preso durante a segunda fase da operação Norte Seguro, realizada pela Polícia Civil, que investiga uma quadrilha especializada em explosões de estabelecimentos bancários. 

Ele estava escondido em um imóvel, em São Paulo (SP), desde setembro deste ano, após cinco comparsas morrerem durante um confronto com a polícia na região Sul da Bahia. Outros cinco envolvidos estão presos e a polícia ainda procura por outros cinco. 

Há três meses, a Polícia Civil de Minas e da Bahia fecha o cerco contra um grupo conhecido como “Novo Cangaço”. Com alto poder bélico, a quadrilha é conhecida por sitiar cidades, atirar contra delegacias e unidades da Polícia Militar e espalhar o medo e o terror por onde passa. 

“A quadrilha utilizava do artifício da intimidação, seja civil ou policial, além de destruir as estruturas dos estabelecimentos bancários”, explica o delegado responsável pela investigação, Thiago Passos. 

Segundo a Polícia Civil em Minas, o grupo seria responsável por mais de 20 ataques a estabelecimentos bancários em todo o Estado. Pelo menos 14 ocorreram na região Norte e dois na região do Vale do Jequitinhonha. 

“Para promoverem os crimes, a quadrilha priorizava cidades pequenas, com poucas ruas de acesso, o que facilitava o cerco, e próximas de rodovias que facilitariam a fuga”, afirma o delegado. 

Na lista de cidades escolhidas para os crimes está Grão Mogol, Capelinha, Gameleiras, Padre Paraíso, Medina, entre outras. Todas tiveram agências bancárias destruídas recentemente. 

Ainda de acordo com o delegado, Edilson Silva, teria função importante no bando criminoso. “Ele sabia manusear de forma segura os explosivos e calculava o poder de destruição que pretendiam durante cada ataque”, esclarece o policial civil. 

VIDA SIMPLES
Grande parte do bando vivia na cidade de Belo Campo (BA). Para não chamar a atenção das autoridades, todos mantinham uma vida simples. “Alguns trabalhavam como pedreiros, outros faziam questão de demonstrar para vizinhos e familiares que passavam dificuldades financeiras. Durante as investigações nenhum deles realizou gastos com o dinheiro roubado”, explica o delegado. 

Agora, a polícia quer saber onde está o dinheiro roubado das agências bancárias de Minas e Bahia.