Seis pessoas foram presas suspeitas de atacar uma agência bancária em Rio Pardo de Minas, na região Norte do Estado. Uma mulher fazia parte do grupo. 

De acordo com a Polícia Militar, aproximadamente 15 pessoas, fortemente armadas, atacaram a agência do Banco do Brasil na madrugada de ontem. O grupo se dividiu em três, sendo que o primeiro ficou atirando em direção ao quartel; o segundo monitorou as casas dos policiais na região; enquanto o restante da quadrilha explodia o estabelecimento bancário. A ação durou cerca de 45 minutos, e a quantia levada não foi revelada. 

A quadrilha fugiu em carros e motocicletas por estradas vicinais que dão acesso a várias cidades da região. Após rastreamento, parte do grupo foi capturado na MG–404, que liga as cidades de Taiobeiras e Salinas.

No veículo, os militares apreenderam várias cédulas de dinheiro, totalizando R$ 40 mil. “Ao perceberem que estavam cercados, nenhum deles reagiu. No carro, além do dinheiro, havia várias malas com roupas”, detalha o tenente Kennedy Viana, um dos responsáveis da operação.

Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos negaram a participação no ataque ao estabelecimento bancário, mas não souberam explicar a origem do dinheiro. “Além disso, eles estavam com documentos falsos. A suspeita é a de que eles não sejam da região e tenham vindo para cometer este crime específico”, completa o oficial. O veículo e o dinheiro foram encaminhados à delegacia de Rio Pardo de Minas, junto com os suspeitos.

Em Montes Claros, mais duas pessoas foram presas. Elas são suspeitas de darem cobertura para os criminosos durante o ataque ao banco.
 
SUSTO
A polícia ainda busca os demais envolvidos no crime. Enquanto isso, a cidade de pouco mais de 30 mil pessoas tenta se recuperar dos momentos de terror. 

A dona de casa Maria das Dores Salgado, de 53 anos, ficou bastante assustada com o barulho dos tiros e da explosão. “Pareciam cenas de terror. Tiros para todos os lados. A janela do meu quarto se quebrou. Nunca tinha ficado tão assustada”, relata. 

O banco, no Centro da cidade, está fechado e não tem data para a reabertura, conforme informações da gerência. Um problema a mais para quem depende da agência. “Agora teremos que usar os bancos de Taiobeiras ou Salinas. É longe e o custo da passagem é alto”, opina a vendedora Márcia de Assis, de 27 anos.