Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 14 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes no Brasil, sendo que, nos últimos dez anos, o número cresceu 61,3%. Em Montes Claros, de acordo com a coordenadora de Assistência Farmacêutica da Prefeitura, Bianca Montalvão, está sendo realizado um recadastramento e, até o momento, foram contabilizados 3.787 pacientes portadores de diabetes tipo 2 insulinos. Ela ressalta que ainda não é um dado real e que faltam pacientes para serem registrados no sistema.

Para facilitar a aplicação do medicamento, a Novo Nordisk, empresa com maior instalação de produção de insulina na América Latina, com sede em Montes Claros, apresentou nesta semana o “Xultophy”, medicamento em formato de caneta, que é uma combinação fixa de insulina degludeca e do agonista de GLP-1 liraglutida, já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponível sob prescrição médica para os pacientes brasileiros. A “caneta” visa facilitar a aplicação da substância e o controle da doença por parte dos médicos e pacientes.

A combinação de insulina basal e GLP-1 tem o potencial de melhorar os níveis glicêmicos em geral, diminuir o risco de hipoglicemia, além do risco de ganho de peso associado à insulina, podendo até resultar em perda de peso.

INDICAÇÃO
“Além de representar um avanço na simplificação do tratamento, por consistir em uma única injeção diária, com potencial impacto sobre a adesão em longo prazo, uma vez que alguns esquemas terapêuticos podem requerer até cinco injeções diárias”, explica Gabriel Fagundes, gerente de grupo médico da Novo Nordisk no Brasil, alertando que a utilização do medicamento vai depender da necessidade de cada paciente. 

O medicamento é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 e foi estudado em um extenso programa clínico que avaliou o uso em diferentes perfis de pacientes e cenários de tratamento do diabetes tipo 2.

O avanço no tratamento do diabetes pode gerar impacto importante na vida do jornalista montes-clarense Nazareno Dias.

“Eu tenho a diabetes controlada, mas mesmo assim, ter apenas uma dose administrada por dia vai facilitar muito a vida dos portadores. Tenho certeza que poderemos viajar mais despreocupados e ter uma melhora na qualidade de vida e execução das rotinas diárias de nossas vidas”, disse. 

O desenvolvimento da caneta partiu de um estudo sobre percepções de Controle (PdC), que investigou como médicos e pessoas com diabetes tipo 2 definem o controle da doença, identificando os principais obstáculos para alcançar os objetivos do tratamento, além de apontar o impacto que o diabetes não controlado tem no dia a dia dos pacientes. 
* O repórter viajou a convite da Novo Nordisk

14 milhões de pessoas no Brasil têm o diagnóstico de diabetes