Uma doença desconhecida pela maior parte da população deixa mineiros em alerta. Contagiosa, a síndrome do mão-pé-boca afeta principalmente crianças de até 5 anos. Exatos 107 casos foram registrados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), neste ano, somente em três municípios. 

O número de doentes pode ser maior. Por não ser uma doença de notificação compulsória, apenas as ocorrências de surto chegam às autoridades.

A síndrome do mão-pé-boca provoca feridas e bolhas nessas partes do corpo, podendo atingir garganta e pescoço. Os sinais assemelham-se a outros males, como estomatites, e dificultam o diagnóstico.

O vírus causador da doença é transmitido pela via oral ou fecal da pessoa infectada. Os sinais começam com febre. “Um a dois dias depois surgem lesões na boca, geralmente começam como pequenas manchas vermelhas. A maioria dos casos é benigna e as lesões regridem espontaneamente e sem cicatrizes”, completa Tânia Marcial, do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da SES. 

Ainda não existe vacina para prevenir a síndrome. A especialista orienta evitar beijar, abraçar ou compartilhar utensílios com os doentes, além de lavar frequentemente as mãos com água e sabão, principalmente após trocar fraldas e usar o banheiro. 
 
OCORRÊNCIAS
Os pacientes registrados pela secretaria em 2018 são de São Gonçalo do Rio Abaixo, Catas Altas e Santa Bárbara, na região Central do Estado. Entretanto, há relatos de vítimas em outras cidades mineiras, como Belo Horizonte. 

Foi o caso da assistente contábil Kamila Amanda Dutra de Queirós, de 29 anos. Moradora da capital, ela contraiu a doença em 8 de março. O filho de apenas seis meses ficou doente na semana passada.  

“Nunca tinha ouvido falar (da síndrome) e fiquei apavorada”. A jovem chegou a utilizar cadeira de rodas por não conseguir colocar os pés no chão. Os sintomas no bebê foram mais leves. Os dois, agora, passam bem.