O período de férias, apesar de muitas vezes não exigir tanto da visão das crianças quanto o escolar, pode ser a época perfeita para os pais identificarem problemas nos olhos dos filhos. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 20% dos pequenos que frequentam escolas apresentam distúrbios visuais. A melhor forma de prevenção é o check-up.

A turismóloga Juliana de Souza Dartora, de 39 anos, mãe de Gabriela, 6, não se preocupava com isso até ouvir da pediatra que acompanha a filha sobre a importância de levar a menina a uma avaliação ocular. A criança estava com 2 anos na época e a recomendação foi seguida. 

Já no primeiro exame, a detecção de uma hipermetropia em um dos olhos. “Nunca notamos nada e ela também nunca demonstrou”, confessa a mãe.

A menina precisou usar lentes corretivas e um tampão, já que o problema afetava apenas um olho. Passada a fase de adaptação, a família consegue avaliar a diferença do diagnóstico prévio. 

“O problema só diminuiu e hoje existe a possibilidade de a Gabi até descartar os óculos”, celebra Juliana. As idas à oftalmologista continuam e agora os pais levam o caçula Benício, que também já faz o acompanhamento.
 
CONSULTAS
Conforme recomendado pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, crianças a partir dos seis meses de vida já devem realizar exames oculares. Após os dois anos, a ida ao consultório deve ser anual. “Nesta fase, a criança ainda está com a visão sendo formada. Isso facilita muito os tratamentos. Sem contar que, mesmo que haja um problema, a manifestação é sutil até pela idade”, detalha a Alessandra Leite, oftalmologista da Clínica de Olhos Rui Marinho. 

Nas consultas, os profissionais avaliam a fixação do olhar, o acompanhamento de objetos, a identificação visual de rostos e toda a anatomia do globo ocular. Se qualquer irregularidade for encontrada, são feitos exames mais específicos. 

Os tratamentos são imediatos e, em geral, a única intervenção necessária são lentes corretivas. “É muito rara a indicação de procedimento cirúrgico para crianças. Ainda existem processos de crescimento e essas ações não são recomendadas”, explica.