Moradores de Montes Claros estão preocupados com casos de conjuntivite no município. Apenas em uma empresa de telemarketing houve 15 registros da doença na última semana.

No Hospital Universitário Clemente de Faria são atendidos em média dois pacientes com conjuntivite por dia. O Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira registrou oito na última semana. Já a coordenação de Epidemiologia Municipal ainda está fazendo o levantamento para confirmar o número de casos registrados nas unidades básicas de saúde no município. Por causa do medo de surto da doença, a população tem promovido uma corrida às farmácias em busca de colírios, como conta o farmacêutico Inácio Pereira. 

“Aumentou a procura por colírios, além das ligações em busca de orientações e informações sobre conjuntivite há pelo menos uma semana”, relata Sidnei.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, em Minas foram registrados 82 surtos neste ano. Em 2017, foram 180. Na casa pedreiro Sidnei Gonçalves, ele foi o primeiro na família a ter conjuntivite.

“Todos na minha casa pegaram a doença. Tudo começou com uma irritação, parecia que tinha areia dentro do olho. Primeiro, no olho esquerdo, no outro dia já estava no direito. Foi horrível, eles ficaram vermelhos e começaram as secreções”, relata Sidnei.

O médico Thiago Magalhães explica que a conjuntivite tem duração média de 15 dias e pode ser de três tipos. Ele recomenda que se evite o compartilhamento de itens pessoais, como maquiagem, travesseiros, óculos e toalhas de mão e rosto.

“A conjuntivite pode ser de três tipos: viral, bacteriana e alérgica. O viral leva mais tempo para ser curado, é altamente contagioso, causando aversão à luz pela dor, além da sensação de ter algo nos olhos. É importante o paciente ter cuidados especiais com a higiene porque ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença”, explica o médico.