Em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado sexta-feira (1º), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) busca sensibilizar a população em relação à doença.

Para isso desenvolveu uma campanha informativa que está sendo veiculada no site, no Blog da Saúde e nas redes sociais, e tem como objetivo a divulgação de informações sobre cuidados, medidas de prevenção e formas de tratamento da Aids e das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Além de reforçar a importância do diagnóstico precoce.

Segundo a coordenadora do Programa de ISTs/Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Jordana Costa Lima, apesar dos grandes avanços em relação ao tratamento e qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, um dos maiores problemas que envolvem a Aids continua sendo a falta de diagnóstico precoce.

“Isto porque o vírus causador da infecção possui uma chamada janela imunológica (fase em que o vírus se encontra indetectável no sangue) e a pessoa poderá transmitir o vírus mesmo não apresentando sintomas. Quanto mais cedo descoberto, mais rápido será o tratamento. Por isso é tão importante reforçar as informações sobre a doença”, recomenda Jordana.
 
DOENÇA EM MINAS
Em Minas Gerais, no período de 2007 a 2017, foram diagnosticados 37.755 casos de HIV/Aids, que estão distribuídos em 730 municípios. 40% desses casos foram diagnosticados em heterossexuais, 33% em homossexuais e 5% em bissexuais. Mais de 46% dos casos conhecidos estão entre jovens de 20 a 34 anos. Em 2017, no período de janeiro a 29 de novembro, foram diagnosticadas 3.543 pessoas com a doença.

Segundo Jordana, no período de 2012 a 2016 houve um aumento significativo de casos da infecção no público masculino, chegando em 2017, uma média de 3 homens para cada mulher soropositiva. “Ao analisarmos a categoria de exposição observamos um aumento de casos entre homens que fazem sexo com homens (HSH), representando 38% a mais dos casos notificados em 2015”, diz.

A taxa de incidência da Aids em Minas é de 20,4 pessoas a cada 100 mil habitantes. As regionais de saúde de Belo Horizonte, Uberlândia e Divinópolis estão entre regiões com mais casos da doença.

A HIV não apresenta sintomas e o acompanhamento médico desde o início é imprescindível para se garantir qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão do vírus e também para que o tratamento seja realizado da maneira mais adequada.