Além de marcar a luta contra a aids, dezembro traz outra campanha, a de conscientização sobre a necessidade do combate e prevenção ao câncer de pele. O tipo da doença, que é o mais frequente no país segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), faz cerca de 176 mil novos casos anualmente, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura. Há diferentes tipos de câncer de pele, mas todos eles têm como principal causa a exposição excessiva e sem proteção ao sol. 

“Como o efeito da exposição solar é acumulativo, é mais comum a incidência da doença em indivíduos com mais de cinquenta anos”, afirma o radio-oncologista da Radiocare, centro avançado de radioterapia do Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, Leonardo Chamon.
 
CUIDADOS
A incidência de raios ultravioleta (UV) nas terras brasileiras durante todo o ano leva à necessidade de um cuidado especial e contínuo com a pele. 

“Quando alertamos os pacientes para usar protetor solar é, exatamente, para prevenção das doenças causadas pela exposição sem devida proteção. O uso do produto independe da idade ou sexo da pessoa”, explica o dermatologista Bruno Vargas.

Ao observar manchas rosadas, pintas pretas e/ou castanhas e mesmo feridas na pele é preciso procurar logo um especialista. “Elas podem surgir em diversas regiões do corpo, porém, locais mais expostos ao sol têm incidência mais frequente, como orelhas, pescoço, face, couro cabeludo, ombros e costas”, pontua Vargas.
 
CAMPANHA
Desde 2014, o movimento Dezembro Laranja é promovido pela SBD, que desenvolve uma série de atividades com o objetivo de chamar atenção para a causa. Neste ano, sob o slogan “Se exponha mas não se queime”, a entidade enfatiza a importância de hábitos cotidianos como a aplicação do protetor solar. 

No último sábado, em todo o Brasil, foi realizado o Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele (Dia C) pela SBD. Em mais de 100 postos de atendimento, de quase todos os estados brasileiros, um mutirão de médicos avaliou, gratuitamente, lesões de pele. Em Belo Horizonte, a ação ocorreu no Hospital das Clínicas da UFMG e na Santa Casa, coordenada pela Regional Minas Gerais da SBD.