Em atenção à ajuda solicitada por um grupo de mães, o vereador Valcir Soares enviou ofício ao secretário municipal de Educação pedindo explicações sobre a quebra no fornecimento de merenda escolar para alunos da rede municipal que dependem de dieta especial.

“Foram várias as denúncias. Isso é um retrocesso na Educação. Ao invés de inclusão, o que está acontecendo é a exclusão. A situação é grave. Por isso encaminhei documento ao Conselho de Educação e ao secretário municipal pedindo solução imediata, já que temos a Lei n° 12.982, de 28 de maio de 2014, que garante a alimentação especial”, observou.

J.S. é uma das mães que recorreu ao parlamentar. Ela tem um filho autista e a dieta sem glúten e sem lactose é necessária, já que reflete positivamente no tratamento. Desde o início do ano letivo ela entregou à direção da escola, o laudo do nutrólogo que constata essa necessidade, mas revela que até hoje não recebeu retorno.

“Os coleguinhas se alimentam com pão e bolo e a ele é oferecido apenas um biscoito de polvilho. Porque não licitam pão sem glúten? A mesma padaria que fabrica um, fabrica o outro tipo de pão. Ele quebra a dieta e isso tem consequência. O alimento inadequado deixa meu filho agitado e com dificuldade no sono”, explica, acrescentando.

O secretário de Educação Benedito Said informou que hoje são 648 alunos portadores de alguma deficiência. Destes, cerca de 20 precisam da alimentação especial, mas que o problema já estaria sendo resolvido. “Pode existir um ou outro caso que ainda não sabemos, mas já acionamos a coordenadoria de inclusão para identificar. A situação está sendo normalizada a partir da licitação.