Assim como deficientes, grávidas, mulheres que amamentam e idosos, pessoas que possuem o transtorno do espectro autista (TEA) também terão atendimento preferencial nos estabelecimentos públicos e privados de Montes Claros. 

Aprovado esta semana, o Projeto de Lei 84/2017, de iniciativa do vereador Valcir da Ademoc (PTB), torna obrigatória a fixação do símbolo do autismo nas placas de atendimento prioritário. 

O Brasil ainda não possui um registro oficial do índice de pessoas com Transtorno do Espectro Autista, mas estima-se que o número possa chegar a 500 mil. A Lei Federal 12.764/2012 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Autismo, em que também considera o transtorno como deficiência, para todos os efeitos legais.

“Isso serve para promover a conscientização da população em geral sobre a existência dessa realidade, assegurando o respeito e o tratamento adequado a esse público, que também faz parte da comunidade de pessoas com deficiência em nosso município”, explica Valcir.

O símbolo do autismo é uma fita colorida cheia de peças de quebra-cabeça, uma referência à infância, fase da vida em que a doença é diagnosticada. 

Mas fechar o diagnóstico não é tão simples quanto parece. A jornalista Denise Jorge levou quase dois anos para perceber que o filho tinha autismo. 

“Aos dois anos ele não falava nada. Só emitia alguns sons, mas não concluía palavras, brincava de forma diferente com os brinquedos. Até que foi diagnosticado com autismo leve”, conta a mãe.