As redes sociais foram dominadas ontem por comentários envolvendo a queda de braço entre o Executivo Municipal e os servidores da Educação. A polêmica gira em torno de documento publicado pela Secretaria de Educação. “O Comunicado e Alerta à Diretores e Servidores” proíbe que o corpo docente se alimente na escola com a merenda que seria “destinada exclusivamente à alimentação dos alunos”.

De acordo com a Secretaria de Educação, os recursos para alimentação provém do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e a regra é clara, porém, não era anteriormente aplicada.

“Damos o nosso sangue à escola e agora não podemos nem comer? Nunca vivemos um período tão difícil”, desabafa uma professora, que pediu para não ser identificada, com medo de represálias.

O relator da Comissão de Educação da Câmara Municipal, Daniel Dias, se posicionou contrário à atitude do Executivo. “Muitos professores têm jornada dupla e, entre uma e outra escola, não param pra se alimentar. Isso chega a ser desumanidade”, diz o vereador.

O comunicado ainda afirma que as escolas serão responsáveis pela fiscalização. “Recomendamos aos setores de inspeção e nutrição (...) a realização periódica de fiscalização nas cantinas das escolas para identificação de eventuais infrações”.

Mais adiante, o documento deixa claro que o servidor, se efetivo, terá o nome encaminhado à Corregedoria e, se contratado, terá como penalidade “a sumária rescisão dos vínculos empregatícios com o município”.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais não foi encontrado para falar sobre o assunto. (M.V.)