A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a clonagem de cheques da Câmara Municipal de Montes Claros. O assunto veio à tona a partir da denúncia de um vereador da Casa, que usou a tribuna para relatar a situação. Os cheques, nos valores de R$ 38 mil, R$ 19 mil e R$ 5,8 mil foram emitidos de dezembro de 2017 a janeiro de 2018 e depositados em contas sediadas em bancos de Londrina e Uberlândia.

“Felizmente, foi uma tentativa frustrada de pessoas que tentaram clonar os cheques. Fizeram uma falsificação grosseira, mas temos modelo de conferência bem forte no sentido de precaução e assim que o banco percebeu que havia algo estranho entrou em contato. Deste modo não houve prejuízo ao erário”, disse o presidente da Câmara, vereador Cláudio Prates.

O vereador, que também é policial federal, afirmou que assim que soube da situação iniciou uma apuração interna e sem estardalhaço, por entender que o sigilo, num primeiro momento, é necessário para conseguir respostas.

“Descartamos a possibilidade de isso ter saído desta Casa, porque os cheques ficam guardados em cofres, com funcionário de altíssima confiança, com mais de 30 anos de serviço. Infelizmente, é cada vez mais recorrente a aplicação de golpes, seja em instituições públicas ou privadas. Por isso temos diminuído cada vez mais a emissão de cheques”, complementa o vereador.
 
ANDAMENTO
O delegado da Polícia Civil Jurandir Rodrigues diz que foi solicitada a apresentação dos originais e o encaminhamento dos cheques supostamente falsificados para exames periciais pelo banco, que tem os dados cadastrais de cada conta corrente.

“No inquérito ainda serão ouvidos os titulares das contas da Câmara Municipal e das contas em que os cheques foram depositados. Os que não forem de Montes Claros serão ouvidos por meio de precatórios. Ainda não temos informações que indiquem a participação de pessoas vinculadas ao município”, disse.