Pequenos produtores das regiões Norte e Nordeste receberam 45 novos tratores equipados com grades aradoras. Os equipamentos serão utilizados para o desenvolvimento da agricultura familiar nas regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais. O total investido pelo Estado foi R$ 4,12 milhões.

O governador Fernando Pimentel ressaltou a importância do equipamento para melhorar a qualidade de vida das pessoas que terão acesso às máquinas.

“Faz uma diferença enorme para um município pequeno que tem um assentamento rural ou uma comunidade agrícola, com produção familiar, ter um trator para ajudar a fazer aquilo que, às vezes, o sujeito sozinho não dá conta. É muito importante e é graças às emendas dos parlamentares que o Estado pode fazer isso, pode proporcionar ao prefeito ou à associação agrícola, um equipamento que vai melhorar, de fato, a vida das pessoas. Nós trabalhamos é para isso, não por outro motivo”, enfatizou.

O governador ressaltou, ainda, que o diálogo com os prefeitos mineiros tem sido o diferencial para que o Estado, juntamente com os municípios, encontre alternativas de desenvolvimento.

“Eu me reuni com os prefeitos ali dentro, falei das dificuldades que o Estado tem. Ter dificuldades, mas ter com quem compartilhar a dificuldade faz muita diferença. A gente sentar com maturidade, o prefeito falar qual é o problema e nós tentarmos resolver. Se não tem dinheiro, nós vamos arrumar. Se está precisando de alguma coisa, nós vamos buscar em algum lugar, e no final, a gente consegue atender. É aquilo que eu sempre falo: farinha pouca, vamos dividir o pirão, não é essa história de meu pirão primeiro não, porque isso não funciona em Minas Gerais. Farinha pouca a gente divide o pirão e, no final, todo mundo sai com um pouquinho, que é melhor do que não sair com nada”, ressaltou.
 
CRISE HÍDRICA 
O governador também chamou atenção para o atual momento do Estado, onde o volume de chuvas caiu em relação à média dos últimos 30 anos.

“Minas Gerais inteira, não só no Norte e no Vale do Jequitinhonha, está com o nível de chuvas abaixo da média histórica de 30 anos. Resultado é que os reservatórios estão todos vazios, os rios estão secando e, cada vez mais, nós somos obrigados a improvisar soluções para buscar resolver este problema. Aqui, em Montes Claros mesmo, nós estamos com um problemão de fornecimento de água, a Copasa está fazendo a obra do Pacuí. Nós vamos achar outras soluções. O Pacuí não vai ser uma solução definitiva. Vamos olhar se a gente pode captar mais longe ainda, mas nós não podemos deixar nossa população ao desabrigo de uma solução permanente para a questão da água”, pontuou.

O governador sugeriu que as prefeituras, junto com as Câmaras Municipais de todo o estado, mudem a legislação para que as novas construções tenham um sistema de reaproveitamento de água de chuva. (Agência Minas)