Faltando dois meses para o eleitor ir às urnas, em 7 de outubro, o cenário da disputa pelo governo de Minas e por vagas nos legislativos estadual e federal ainda carece de consolidação. Passadas as convenções, os partidos têm até o próximo dia 15 para registrar as candidaturas, o que ainda pode representar mudanças e, quem sabe, revelar aumento da participação feminina na briga pelo voto. 

Apesar de as mulheres serem mais da metade do eleitorado brasileiro, a representatividade na política ainda é pequena. No processo eleitoral de 2014, somente 11% dos políticos eleitos eram do sexo feminino.

Na corrida pelo Palácio da Liberdade, dos seis nomes no páreo, apenas uma mulher: Dirlene Marques (PSOL). 

O cenário ainda é incerto. O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda tenta ficar na disputa pelo PSB. A cúpula da legenda, porém, não reconhece a chapa regional e mantém decisão sobre aliança com o PT do atual governador e pré-candidato à reeleição Fernando Pimentel. Palavra final caberá à Justiça Eleitoral, que terá até 17 de agosto para avaliar os processos. Apesar da insegurança jurídica, Lacerda tem apoio de seis partidos, um deles o MDB.

Nesta semana, o cardápio de opções para o eleitor na sucessão estadual teve baixa, com a desistência de Rodrigo Pacheco (DEM). Pressionado pela direção nacional, Pacheco agora vai concorrer a uma vaga no Senado na chapa que apoia o tucano Antonio Anastasia (PSDB). Concorrem ainda João Batista Mares Guia (Rede) e Romeu Zema (Novo).
 
LANÇAMENTO
Única representante do Norte de Minas e mais votada como deputada federal pelo Estado no pleito passado, a deputada federal Raquel Muniz engrossa o time das mulheres que buscam maior participação na política brasileira.

Ontem, o PSD lançou oficialmente a candidatura dela à reeleição, em evento no Automóvel Clube de Montes Claros, com a presença de outros parlamentares e apoiadores.

“Na saúde trabalhei muito e essa é uma das minhas grandes bandeiras, mas tenho várias, como a da educação, da agricultura, da cultura”, ressaltou. Raquel Muniz integra a Frente Parlamentar de Agricultura e é presidente da Comissão de Cultura.

“Tenho que trabalhar para todos e consegui dar as respostas que vocês precisavam com essa representação no Congresso. Vocês dizem que a mulher é forte e podem acrescentar: a mulher é forte e trabalha”. 

Presente ao evento, o deputado federal Marcos Montes, vice de Anastasia, destacou a atuação de Raquel no parlamento. “A proposta é continuar fortalecendo a Câmara Federal. Raquel é imprescindível na Câmara”, afirmou.

Nesta quinta (09), Montes Claros receberá a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), candidata por Minas ao Senado. Ela participará do lançamento da candidatura de Paulo Guedes à Câmara Federal.