Minas tem o segundo menor índice de cadastramento biométrico do país. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 4,1 milhões dos 15,7 milhões de eleitores do Estado tinham aderido à biometria até 6 de abril, o que representa 26,05% do total. 

Minas está à frente apenas do Rio de Janeiro, que registra 16,56% de adesão entre os cidadãos aptos a votar. No topo da lista estão Tocantins e Goiás. Ambos praticamente concluíram o cadastramento, apresentando 99,94% e 99,86% de adesão. 

Para Adriano Denardi, diretor-geral do TRE, a má colocação do estado no ranking nacional do cadastramento biométrico pode ser explicada por dois motivos. “Minas apresenta dificuldades operacionais grandes. O território é vasto, há várias parcelas da população que estão espalhadas em áreas rurais. Existe uma dificuldade de logística em alcançar os votantes. Além disso, o conturbado cenário político vem desestimulando o eleitor”, analisa. 

Diferentemente de 2017, em que houve superávit de 77,31 mil eleitores na previsão inicial do TRE, os números deste ano estão aquém do esperado pelo órgão. Até o momento, 1 milhão de eleitores fizeram a adesão, o que corresponde a 68,42% dos 1,48 milhão estipulados como meta. Entretanto, a expectativa é a de atender mais 601,76 mil pessoas até 9 de maio.