Cerca de 75% dos micro e pequenos empresários de Montes Claros possuem algum débito financeiro ou tributário com a União. É o que afirma o presidente do Sindicato do Comércio do município (Sindcomércio), Adalberto Penido Siqueira. Ele e um grupo de representantes do setor se reuniram com a deputada federal Raquel Muniz (PSD) para pedir a ajuda dela para convencer a União a implantar medidas para a solucionar a situação. 

Os empresários desejam que o governo federal edite uma Medida Provisória que anistie os débitos urbanos e rurais com instituições financeiras, incluindo os fundos constitucionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), em valores originais de até R$ 25 mil contratados até dezembro de 2000.

De acordo Adalberto Siqueira, o endividamento gera uma série de cobranças judiciais que atrapalham a saúde financeira das empresas ou até mesmo extinguindo-as. 

“Os juros e as cargas tributarias são excessivas. O encontro foi para pedir apoio e colaboração para apresentar um projeto que venha beneficiar a categoria. Isso não é apenas para benefício regional, mas sim para todo o país, para que os empreendedores possam quitar seus débitos, voltar a crescer e gerar emprego e renda”, destaca Adalberto. 

O grupo planeja mais um encontro local em fevereiro para depois seguir rumo a Brasília. 

Segundo o presidente da Associação dos Micro e Pequenos Empreendedores do Semi-árido Brasileiro (Amipe), Deivisson Mota, a ação contará com o apoio da deputada Federal Raquel Muniz (PSD).

“A situação esta crítica e essa reivindicação é antiga. Só queremos uma Medida Provisória ou um projeto de lei que contemple suspensão das cobranças judiciais, anistia de juros e multas e um novo parcelamento de débitos em até 48 meses para as operações de crédito. Como a deputada Raquel é muito atuante, nós a procuramos”, enfatiza Deivisson.
 
SETOR 
As micro e pequenas empresas geram cerca de 84% dos empregos do país, de acordo com a Secretaria de Governo da Presidência da República. Em 2017, Montes Claros contabilizou 15.766 microempreendedores individuais (MEI), 2102 a mais que em 2016.

Para Raquel Muniz, levar a discussão para Brasília é algo de extrema importância. “Vamos levar a demanda dos micro e pequenos empresários ao governo federal e buscar uma solução para a questão. O setor é fundamental para que a economia retome o seu curso e, certamente, a União terá interesse em construir uma solução que permita que os micro e pequenos empresários possam continuar gerando empregos e colaborando pra o desenvolvimento do nosso país”, disse Raquel.