O gerente da Caixa Econômica Federal de Montes Claros, Arthur Magno, deu explicações ontem, na Câmara Municipal de Montes Claros, sobre a tentativa de clonagem de três cheques da Casa Legislativa.

O gerente afirma que a Câmara foi vítima e conta que as cópias podem ter ligação com outro crime, ocorrido em novembro. “Tivemos um roubo de malote em Sete Lagoas. Nele estavam cheques de todos os bancos de Montes Claros. Assim, entendemos que os bandidos tiveram acesso a estas folhas, as copiaram, alteraram a numeração e apresentaram. A Caixa devolveu a primeira folha porque a conta recebedora, que geralmente é uma conta de laranjas, já tinha sido notificada por uso em fraudes. Quero que fique claro que não é comum, mas que tem ocorrido com maior frequência”, diz o Gerente.

Ainda segundo Arthur, desde setembro surgiram sete casos de clonagem de cheques em Montes Claros. “Desarmamos um esquema, porém muitas vezes os bandidos estão a um passo à frente, em modo operante novamente. É importante que fique claro que a Câmara não teve prejuízo, pois o controle financeiro da Câmara é perfeito”, disse. 

O presidente da Casa Legislativa, vereador Cláudio Prates (PTB), destacou que não recai nenhuma dúvida ou suspeita sob a Câmara Municipal. Este episódio tomou outras proporções por se tratar de uma casa política.

“Entendemos que não houve prejuízo nenhum, já que tínhamos notificado de forma sigilosa algumas pessoas que estavam monitorando. Não houve em nenhum momento intenção de esconder o fato”, afirmou o parlamentar.