A situação da mulher está sendo discutida na Organização das Nações Unidas (ONU) por deputadas brasileiras, entre elas, Raquel Muniz, do Norte de Minas. O ciclo de palestras do qual a deputada participa foca em especial a agricultura familiar. 

Campeã de emendas no Norte de Minas, Raquel Muniz direciona esforços para o combate à crise hídrica e criou na Câmara uma comissão especial para o enfrentamento do problema que afeta ainda mais os trabalhadores do campo.

“A igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas rurais são alguns dos temas tratados nesta vitrine internacional, que é a ONU. A proposta é ampliar a nossa luta por direitos. Sinto-me grata por representar as mulheres brasileiras e mineiras”, diz a deputada.

De acordo com pesquisa da Secretaria da Mulher da Câmara, a trabalhadora rural é responsável por mais de metade da produção de alimentos em todo o mundo, mas apenas 30% têm a propriedade das terras, 10% conseguem ter acesso a créditos e 5% à assistência técnica. No Brasil, 42,4% destas mulheres são responsáveis pela família e 45% dos produtos são plantados por elas. Apesar destes dados, apenas 12,68% das propriedades têm a mulher como titular.

Para mudar essa realidade, a Secretaria da Agricultura Familiar quer fomentar ações como a adesão ao Garantia Safra para 1,35 milhão de famílias da agricultura familiar e implementar tecnologias sociais de acesso à água em domicílios chefiados por mulheres.
 
CONQUISTAS
Raquel Muniz entende que é necessário atuar em outras frentes. A obrigatoriedade da notificação de indícios de violência contra a mulher pelos profissionais de saúde, no prontuário de atendimento, para fins de estatística, prevenção e apuração da infração penal foi uma das conquistas asseguradas na Câmara dos Deputados. Raquel Muniz, relatora do projeto, destaca que, apesar da Lei Maria da Penha (n° 11.340/2006) que, segundo a própria ONU, é uma das três melhores do mundo no enfrentamento à violência de gênero, este tema ainda é uma realidade que massacra muita gente.

A delegação permanece nos EUA durante duas semanas, mas a deputada Raquel retorna antes para palestrar no 8° Fórum Mundial das Águas.