Representantes do governo do estado estiveram em Montes Claros para audiência pública que discutiu a possível concessão da BR-135, no trecho de Montes Claros ao trevo que dá acesso à BR-040.

O secretário Murilo Campos, da Secretaria de Obras e Transportes Públicos (Setop), pontua as vantagens da medida: “Teremos obras e investimentos, além do ir e vir mais rápido. Em caso de acidentes, a concessionária irá disponibilizar alguém pra tomar conta; guincho, ambulâncias e carros estarão rodando na estrada a qualquer hora do dia ou da noite para atendimento e fiscalização, enfim, são muitas as vantagens”, diz o secretário. Para ele, seria bom investir nas PPPs (parcerias público-privadas), mas com a falta de recurso do governo, a privatização seria inviável. Ele citou exemplos como BR-050, Aeroporto e Mineirão, em que o Estado tem que pagar a contraprestação, e reiterou: “O ideal é fazer concessão plena, ou seja, o próprio dinheiro arrecadado na estrada é para fazer investimento. No caso da 135 foi viável. Quando o Estado tiver fundo de investimento, aí sim, poderemos fazer PPPS nas estradas todas de Minas”, diz.

A licitação da obra deverá acontecer num prazo de 30 dias e a partir daí, 90 dias para as melhorias serem iniciadas. O pedágio só será cobrado depois de 9 meses do início das obras e o valor inicial foi fixado em R$ 6,40, com base nos cálculos do IPCA, índice que também valerá para o reajuste. Entre as obrigações da concessionária estão: duplicação de 136km, divididos em 2 trechos (Corinto à BR-040/Contorno de Montes Claros até o início do trecho urbano de Bocaiúva); 95 unidades de acesso, 14 passarelas, 85km de faixas adicionais e 56 paradas de ônibus.