O Presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Moema, Julvan Araújo Lacerda, prevê um fim de ano de dificuldades para prefeituras de todo o Estado, que terão que se adequar ao teto de gastos com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): 54%. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) alerta que 161 cidades mineiras já chegaram a 90% do limite em 2016. 

“Não fechamos ainda o exercício de 2017. Pode ter certeza que este número vai aumentar consideravelmente e a situação está piorando a cada dia”, afirmou.

Segundo Julvan, o Norte de Minas é uma das regiões que poderá sofrer mais com os problemas de caixa. “Essa região não tem receita própria e em comparação com outras, não tem industrialização, então essa característica afeta na captação do recurso. Por ser uma região que tem menos produção, o cidadão precisa mais do poder público, mas se cortar na folha, quem sofre é o cidadão menos favorecido”, acrescenta o presidente. 

Julvan avalia que são três os gargalos da administração pública: folha de pagamento, energia elétrica e combustível.

“Estes três segmentos sofreram aumento nos últimos tempos. A despesa aumentou e a receita diminuiu. Isso agravou a crise, mas o gestor não é culpado. É um contexto do sistema que faz a situação acontecer”, explica.