A Feira de Agricultura da avenida Flamarion Wanderley, no bairro São José, vem sendo alvo de reclamação dos feirantes. Eles acusam o poder público de não oferecer a estrutura necessária para o centro de compras funcionar.

Idealizada por Geraldo Élcio do Socorro, servidor de instituição bancária que cria projetos de apoio a agricultores de orgânicos, a feira deveria ter cerca de 40 feirantes. Mas atualmente recebe 200 barraqueiros, que comercializam produtos diversos toda quinta-feira.

Os feirantes argumentam que, com o alto movimento, o gramado da praça está estragado e o local não tem lixeiras suficiente para atender aos visitantes. Há também demanda para que sejam colocadas faixas indicativas de trânsito e feita fiscalização, já que alguns frequentadores e barraqueiros estacionam veículos em cima da praça. 

Para uma comerciante que pediu para manter sua identidade em sigilo, há ainda um problema mais grave. As pessoas que querem colocar barracas no local estariam se submetendo à cobrança de taxa, cujo destino não é explicado.

“Se ao menos existisse melhoria no local ou se o dinheiro fosse revertido em benefícios, mas o que acontece é que não sabemos para que é utilizado. Não há prestação de contas e quem não aceita pagar, não consegue ocupar espaço. Já vi feirante deixando de participar porque não concorda com a cobrança”, diz.

O secretário municipal de Agricultura, Osmani Barbosa, disse à reportagem que a escolha dos feirantes é de responsabilidade de uma comissão independente, criada especialmente para isso e não caberia interferir neste processo. Porém, disse que, se houver cobrança indevida, a denúncia deverá ser feita à prefeitura e ao Ministério Público.

Quanto ao gramado, o secretário afirmou que já se reuniu com a secretaria de Meio Ambiente para tomar as providências. As outras demandas devem ser formalizadas em documento. Os responsáveis pela feira não foram encontrados para falar sobre o assunto.