Ampliar o distrito industrial e atrair novas empresas. Para dinamizar a economia local, a Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab-MG) irá ceder um terreno de 607 mil metros quadrados para Conselheiro Lafaiete, na região Central. A autorização da doação foi assinada ontem pelo governador Fernando Pimentel, em solenidade no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte.

“Será uma área para desenvolvimento, levando empresas de logística e de prestação de serviços. A localização geográfica de Lafaiete, do ponto de vista do desenvolvimento, beneficia toda a região dos Vertentes e transborda até a área metropolitana de Belo Horizonte”, destacou o chefe do Executivo mineiro.

No passado, o terreno foi alvo de uma disputa judicial entre o Estado e a prefeitura da cidade. Porém, Pimentel afirmou que a atual gestão se empenhou em regularizar a situação. Mesmo sendo o lote valioso, a área não teria entrado no fundo imobiliário constituído pelo governo, que engloba todos os terrenos disponíveis no território mineiro, e que começará a produzir resultados no ano que vem. 

“Houve quem dissesse que deveríamos ficar com ele (o de Lafaiete), mas seria um erro. Não é assim que a gente vai fazer o ajuste fiscal e o equilíbrio das contas do governo. Não vai ser prejudicando as contas dos municípios, a prestação de serviços públicos ou tirando o direito do servidor. Isso nós não fazemos. Essa é a receita lá de Brasília, não é a nossa aqui. Por isso nós não aderimos ao pacote chamado de recuperação fiscal do governo federal”, comentou Pimentel.

Presidente da Cohab, Alessandro Marques, relembrou a doação do mesmo terreno ao município em 2011. “Quando entramos, verificamos que de forma inadvertida a Companhia de Habitação, no final do governo passado, entrou com um processo para cancelar o ato. Fomos ao Judiciário e trabalhamos um acordo com o prefeito. Hoje, ele pode trabalhar ali em todas as áreas de desenvolvimento”, afirmou. 
 
ESTÍMULO 
Com a regularização da situação, o chefe do Executivo de Conselheiro Lafaiete, Mario Marcus, acredita que a economia local será aquecida. Ele frisou que a cidade enfrenta o problema do desemprego, mas com a área será possível reunir as empresas cadastradas e, no espaço cedido, instalar indústrias e comércio para realocar pessoas no mercado de trabalho.