A Associação Brasileira de Municípios (ABM) vai oferecer uma capacitação para gestores municipais da região Norte de Minas para auxiliar as cidades a cumprir dos Objetivos pelo Desenvolvimento Sustentável (ODS) preconizados pela Organização das Nações Unidades (ONU). O evento vai acontecer na Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) nos dias 13 e 14 de setembro .

Foram convidados a participar desta primeira fase, 35 municípios que apresentam Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional, que é de 0,7, ou que tenham entre 20 mil e 100 mil habitantes.

O projeto financiado pela União Europeia destina o valor de 500 mil euros para realização de dez encontros até o final de 2019 e o município participante não terá custo.

“As prefeituras têm dificuldades de gestão muitas vezes porque são municípios com menor capacidade financeira. A ideia é despertar nas pessoas a necessidade de maior capacitação e oferecer instrumentos que apontem nesta direção”, afirmou o presidente da AMB, Eduardo Tadeu Pereira.
No evento serão trabalhados o planejamento urbano e rural. A ideia da ABM, de acordo com o seu presidente, é criar multiplicadores e fomentar os objetivos que são comuns. “A partir do encontro podemos estabelecer uma rede para continuar contribuindo e debatendo as questões, a fim de pleitear melhores condições para os municípios, junto ao Governo”, acrescenta Eduardo.
 
HISTÓRIA
Os ODS foram criados a partir dos Objetivos Brasileiros do Milênio (OBM), que previam o avanço sustentável até 2015. “Os objetivos não foram atingidos, mas a ONU avaliou que o mundo avançou neste sentido e por isso decidiu colocar novos objetivos para mais 15 anos, o que chamamos de agenda 2030”, disse Eduardo.

Serão trabalhados no evento, os planejamentos urbano e rural. Valentina Falkstein, assistente do projeto, cita como exemplo a determinação legal de que os municípios terão que acabar com os lixões e construir aterros sanitários. Para ela, esta é uma das principais demandas da região.

“Fizemos um levantamento e concluímos que este é um problema comum. Neste caso, uma das alternativas seria a criação de um consórcio. Ou seja, não necessariamente cada município terá que construir seu aterro, mas poderá, em grupo, definir um ponto que atenda a todos”, sugere.

O evento é aberto a entidades de classe e sociedade civil.