A Câmara Municipal de Montes Claros fechou o ano de 2017 com o saldo de 104 sessões, entre reuniões ordinárias (53) e extraordinárias (9), e a votação de 117 Projetos de Lei, 10 projetos de Lei Complementar, 41 propostas de resolução e uma emenda à Lei Orgânica. Para o ano que vem, a novidade será a transmissão das sessões pela TV.

Para o vereador Idelfonso Araújo, foram aprovados projetos de relevância e que serão benéficos para a população como um todo. “Foi um ano produtivo e de avanço nos trabalhos. Destaco a emenda impositiva como um dos projetos mais importantes votados pela casa”, diz o vereador, que está de plantão durante o recesso parlamentar, junto com o presidente da Casa, Cláudio Prates, e do vereador Ildeu Maia.

Mesmo sem votação, há uma busca diária nos gabinetes pela intervenção dos vereadores junto ao Executivo. “Muitos médicos viajam neste período e as unidades de saúde sofrem com a ausência de profissionais. Só hoje já recebemos dois pedidos de pessoas que tentaram marcar consultas e exames, mas não conseguiram. São coisas urgentes e, como vereadores, buscamos intermediar a situação. A dificuldade na área de saúde do município não se resolve e a população não pode esperar”, diz.
 
COBRANÇA
O trabalhador autônomo Dário Lopes, do bairro Nova Morada, diz que participou de algumas reuniões e que em 2018 espera mais da Câmara. “O nosso bairro está asfaltado graças ao prefeito anterior. Mas falta muita coisa e os vereadores poderiam cobrar mais do prefeito. Na zona rural, as estradas estão muito ruins. Espero que o vereador em que votei trabalhe mais este ano”, diz ele, sem, no entanto, revelar o nome do parlamentar que ajudou a eleger.

Já o comerciante Roney Soares diz que, com muitos afazeres, não consegue acompanhar as reuniões, mas entende que os vereadores devem trabalhar independentemente da cobrança da população. “Não fico em cima, mas acredito que por estarmos pagando os vereadores têm obrigação de exercer a sua função com honestidade e dignidade. E se não fizerem, devem ser punidos”, declara.

Ao saber que as reuniões serão transmitidas pela TV aberta ainda em 2018, o comerciante comemorou. “Eu, que não disponho do tempo para ir à Câmara, poderei acompanhar os pronunciamentos pela TV, ao mesmo tempo que desenvolvo outras atividades. É importante para a população esta conquista”.

Procurada pela reportagem para falar sobre o atendimento na área de saúde, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura não respondeu aos questionamentos até o fechamento da edição.