Vereadores de Montes Claros cobram explicações do prefeito Humberto Souto sobre a falta de acesso a informações do município e da atual gestão. A alegação é a de que os dados são públicos. As reclamações já foram feitas na tribuna da Câmara Municipal e em redes sociais. Sem resposta, eles ameaçam acionar o Ministério Público. 

Presidente da Comissão de Saúde, o vereador Marlon Xavier afirmou que vai oficiar documento para que a Secretaria Municipal de Saúde responda detalhadamente sobre gastos em obras.

“A secretária Dulce Silva Pimenta, quando esteve na Câmara, mês passado, para prestar contas, falou que foram retomadas 40 obras, mas não especificou quais”, diz Marlon Xavier. 

Na ocasião, afirma o vereador, a gestora informou estar disponível para atender a demanda. “Queremos saber se a retomada é apenas do ponto de vista burocrático, ou se as obras estão sendo executadas; se há trabalhadores e um cronograma, porque diversos postos (de saúde) estão abarrotados. Nosso intuito é dar uma satisfação à população”.

Sobre as obras da saúde, o vereador Idelfonso criticou: “A única coisa que eu soube que aconteceu foi a troca de portas em alguns postos. Talvez a secretária tenha mandado mudar 40 portas e está contando isso como obra”.

Para o vereador Daniel Dias, a falta de informação da administração contraria a Lei Orgânica. “Desde 2017 encaminhei vários requerimentos e não tive respostas. Não é possível que os secretários não respondam aos vereadores. Conversei com vários deles, mas não chegamos a nenhuma informação. Estão desrespeitando não apenas a mim, mas toda a Casa. Talvez seja o caso de convocarmos os secretários para vir à Câmara”.

Já para o vereador Edmílson Magalhães, a falta de resposta e clareza por parte da prefeitura exige uma postura dos vereadores. “Pedimos informações sobre a folha de pagamento e sua evolução, relação de cargos comissionados e os salários de todos eles. Os secretários não respondem nada, não dão a mínima satisfação. Vou reunir esta documentação para levar ao Ministério Público e cobrar uma solução”. A reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas até o fechamento da edição não houve retorno.