Uma das alternativas para o fim do racionamento de água em Montes Claros é a implantação da barragem de Congonhas, ação esta que está longe de ser executada devido à falta de recursos disponíveis. 

Foi cobrada durante a audiência realizada pela Comissão Hídrica dos Municípios de Minas Gerais a agilidade na construção não só de Congonhas, mas também a continuação da barragem de Jequitaí e efetivação de pequenas barragens. 

O especialista em recursos hídricos da ANA, Wilde Cardoso, destacou que antes de cuidar dos grandes rios, é preciso elaborar propostas para a revitalização dos afluentes e preservar as matas. 

O próximo passo da Comissão, de acordo com Raquel Muniz, é viabilizar o mais rápido possível a construção da barragem. “Congonhas era uma das alternativas da Copasa, caso o rio de Juramento não conseguisse abastecer Montes Claros, porém não foi possível que a barragem ‘saísse do papel’. Vamos buscar medidas para que essa obra venha para possíveis problemas futuros”, explicou a deputada. 
 
RIO PACUÍ
A Copasa está implantando um projeto junto ao rio Pacuí, em Coração de Jesus, para abastecer a população montes-clarense. Serão 56km de tubulação. Segundo o superintendente da Copasa, Roberto Botelho, a retirada de água não afetará as outras cidades dependentes do rio. 

“A primeira etapa do projeto já está pronta. Não é transposição e sim retirada. Posteriormente faremos esse mesmo mecanismo até o rio São Francisco. Serão 96km de tubulação que abastecerá Montes Claros até 2050”, disse.