Um grupo de aproximadamente 25 pessoas, entre cidadãos e líderes de movimentos que pedem o fim da violência contra a mulher, fez manifestação ontem na Câmara Municipal. Cobraram repostas e posicionamento em relação a episódio recente de abuso que envolveu dois funcionários do setor de comunicação da Casa.

Cartazes com os dizeres “Aqui não, bicho papão”, “Não é Não” e “Mulher, a culpa não é sua” deram o tom do ato, que, antes mesmo de começar, motivou as vereadoras Maria Helena Prates, Delcinéia Santos (Néia) e Graça Gonçalves, da Frente Parlamentar em Defesa das Mulheres, a lerem nota pedindo apuração do caso e total apoio à vítima.

Em resposta, o presidente da Câmara, vereador Cláudio Prates, disse que o caso já está sendo tratado na esfera administrativa e que foi instaurada sindicância formada por servidores da casa.

“A nossa assessoria jurídica deixou bem claro que a comissão não poderia ser formada por vereadores porque não envolve parlamentares. Não podemos trazer para o campo político algo que é do nível administrativo. Tudo foi feito para apurar internamente e dar a sanção ao servidor, que no nível administrativo vai de advertência até a suspensão ou demissão. Mas tudo isso só poderemos fazer depois da conclusão do processo”, declarou. 

O servidor acusado está afastado das funções. A vítima, embora esteja desenvolvendo as atividades do cargo, recebe apoio psicológico e jurídico.